Please use this identifier to cite or link to this item: https://hdl.handle.net/10216/120929
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dc.creatorFilipa Monteiro César Ferreira
dc.date.accessioned2026-01-12T04:10:00Z-
dc.date.available2026-01-12T04:10:00Z-
dc.date.issued2019-06-19
dc.date.submitted2019-07-03
dc.identifier.othersigarra:340446
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/10216/120929-
dc.descriptionA presente investigação teve por objetivo identificar o modelo de maternidade predominante na sociedade portuguesa, e as suas principais características e consequências no bem-estar das mães. Para o efeito realizámos quatro estudos subsequentes e interligados. O primeiro estudo incidiu sobre a rede social mais utilizada em Portugal, onde foram identificados todos os grupos fechados e páginas públicas portugueses criados por ou dirigidos a mães, tendo sido feita uma análise de conteúdo das suas descrições e publicações marcadas com o objetivo de aferir o modelo de maternidade neles difundido. No segundo estudo, foram selecionados duas páginas públicas e dois grupos fechados do universo de análise do estudo anterior, onde se identificaram os sentimentos associados à maternidade decorrentes da adesão àquele modelo através da análise qualitativa e quantitativa da sua ocorrência. O terceiro estudo analisou os temas de capa da revista dirigida a mães e pais mais vendida em Portugal com o objetivo de verificar em que medida é promovido o envolvimento dos pais no cuidado e educação dos/as filhos/as e qual o impacto deste envolvimento no modelo de maternidade evidenciado anteriormente. Por fim, no último estudo foram entrevistadas mães portuguesas licenciadas sobre a forma como elas articulam os seus projetos de maternidade e profissionais e qual o sentimento de autoeficácia decorrente da sua gestão do quotidiano. A articulação dos resultados destes quatro estudos permitiu a identificação da hegemonia de um modelo de maternidade intensivo em Portugal, centrado essencialmente na criança e no seu bem-estar, de extrema exigência para as mães, as quais nem sempre conseguem gerir a sua vida familiar e profissional de forma satisfatória. Apesar de este modelo reforçar desigualdades de género nos papéis familiares e nos cuidados dos/as filhos/as, nota-se o envolvimento progressivo dos pais, que tendem a integrar um modelo de parentalidade igualmente intensivo, mais do que a aliviar as exigências e consequências do modelo de maternidade promovido socialmente e implementado pelas mães. As consequências da hegemonia do modelo de maternidade intensivo são discutidas à luz das decisões das mulheres em serem mães, quando e de quantos filhos/as, e dos efeitos dessas decisões nos índices de natalidade em Portugal.
dc.language.isopor
dc.rightsopenAccess
dc.subjectPsicologia
dc.subjectPsychology
dc.titleDiferentes modelos de maternidade e suas implicações: motivações, expectativas e realidades de mães portuguesas
dc.typeTese
dc.contributor.uportoFaculdade de Psicologia e de Ciências da Educação
dc.identifier.doi10.34626/km2a-vp47
dc.identifier.tid101508174
dc.subject.fosCiências sociais::Psicologia
dc.subject.fosSocial sciences::Psychology
thesis.degree.disciplinePrograma Doutoral em Psicologia
thesis.degree.grantorFaculdade de Psicologia e de Ciências da Educação
thesis.degree.grantorUniversidade do Porto
thesis.degree.level2
Appears in Collections:FPCEUP - Tese

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