Please use this identifier to cite or link to this item: https://hdl.handle.net/10216/119777
Author(s): Ana Raquel Ramos Gonçalves
Title: Vancomicina, Uma Opção no Tratamento Empírico da Meningite Aguda Bacteriana nos Adultos em Portugal?
Issue Date: 2019-05-14
Abstract: Introduction: Acute meningitis is an infection with high morbidity and mortality rate. Empiric treatment is crucial for the prognosis, and the initial choice of antibiotic depends on patient-related factors and the regional epidemiology of resistance of Pneumococcus to penicillin. Materials and Methods: The articles on the resistance rates of Pneumococcus to penicillin and their influence on the empiric treatment of acute bacterial meningitis in adults were searched in the PubMed database, and other publications and guidelines. Results: Pneumococcus infection resistant to penicillin is associated with a higher mortality rate. Countries such as Spain, France and the United States of America have shown high rates of resistance of this pathogen to penicillin, although there has been a global decrease in the mortality rate and incidence of invasive pneumococcal disease. In Portugal, there has been no statistically increase in the resistance rate of Pneumococcus, remaining with a low resistance rate when compared with other countries. The rate of resistance in Portugal to third generation cephalosporins remains <1%, which justifies the use of these antibiotics as monotherapy or in combination with vancomycin in the empirical antibiotic of this infection. Discussion: Since there has been no statistically significant increase in the resistance rate of Pneumococcus to penicillin in recent years and resistance to cephalosporins remains low, the combination of vancomycin and third generation cephalosporins is not justified as a mandatory empirical treatment in Portugal.
Description: Introdução: A meningite aguda é uma infeção com elevada taxa de morbilidade e mortalidade. O tratamento precoce é essencial para o prognóstico. A escolha inicial do antibiótico depende de fatores relacionados com o doente e da epidemiologia regional de resistência do Pneumococcus à penicilina. Materiais e Métodos: Artigos referentes às taxas de resistência do Pneumococcus à penicilina e a sua influência sobre o tratamento empírico da meningite bacteriana nos adultos foram pesquisados na base de dados PubMed, tendo sido incluídas outras publicações e guidelines. Resultados: A infeção por Pneumococcus resistentes à penicilina está associada a uma maior taxa de mortalidade. Países como Espanha, França e Estados Unidos da América têm registado elevadas taxas de resistência, apesar de globalmente a taxa de mortalidade e incidência de doença pneumocócica invasiva ter diminuído. Em Portugal, não se verificou um aumento da taxa de resistência à penicilina estatisticamente significativo, permanecendo uma taxa de resistência baixa, quando comparada com outros países. A taxa de resistência em Portugal às cefalosporinas de 3ª geração continua a ser <1%, o que justifica o uso destes antibióticos como monoterapia ou em combinação com vancomicina na antibioterapia empírica desta infeção. Discussão: Em Portugal, nos últimos anos verificou-se uma diminuição da incidência e mortalidade da meningite aguda. Uma vez que a taxa de resistência à penicilina não aumentou de forma estatisticamente significativa e a resistência às cefalosporinas continua a ser baixa, não se justifica a adição obrigatória de vancomicina à cefalosporina de 3ª geração no tratamento empírico da meningite aguda em Portugal.
Subject: Ciências médicas e da saúde
Medical and Health sciences
Scientific areas: Ciências médicas e da saúde
Medical and Health sciences
DOI: 10.34626/8wna-tx65
TID identifier: 202405281
URI: https://hdl.handle.net/10216/119777
Document Type: Dissertação
Rights: openAccess
License: https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0/
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