Utilize este identificador para referenciar este registo: https://hdl.handle.net/10216/118308
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dc.creatorSara Filipa Loureiro Silva Moreira de Sousa
dc.date.accessioned2025-08-13T23:13:08Z-
dc.date.available2025-08-13T23:13:08Z-
dc.date.issued2011-09-06
dc.date.submitted2019-01-11
dc.identifier.othersigarra:307067
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/10216/118308-
dc.descriptionEsta dissertação corporiza a intenção de se discutirem diferentes percursos biográficos de mulheres surdas, dando a conhecer as suas experiências, marcadas em parte por desigualdades vividas num mundo maioritariamente ouvinte. Pretende-se refletir, a partir dos discursos de três mulheres biografadas, o modo como nos seus percursos se articulam questões de género, surdez, identidades, culturas, educação. Parte-se do conceito de igualdade de oportunidades para se problematizarem e compreenderem realidades e vidas de mulheres, enquanto sujeitos do mundo marcados por uma especificidade: a surdez. Se as lutas protagonizadas pelo movimento feminista pela igualdade de oportunidades para todas/os se revelam importantes para a sociedade em geral, e para as mulheres em particular, a verdade é que nem sempre os seus efeitos chegaram a todas as mulheres. Pode dizer-se que no âmbito dos Estudos Feministas e Estudos Sobre as Mulheres menos atenção tem sido dada à questão das mulheres surdas (Moreira, 1998; Robinson, 2006). De modo mais específico, os Estudos Surdos em Educação (Klein, 1998, 2005; Sim-Sim, 2005; Barnartt, 2006) têm, contudo, procurado contribuir para a construção de um saber em torno das experiências e percursos educativos de mulheres surdas no âmbito do que têm sido as várias correntes educativas para a surdez (oralismo, gestualismo e, mais recentemente, bilinguismo). A passagem duma perspetiva clínico-terapêutica para uma sócio-antropológica tem alterado a visão que a sociedade tem das/os surdas/os, enquanto deficientes e doentes, considerando que as pessoas surdas fazem parte de uma comunidade que é diferente e que deve ser respeitada (Coelho, 2007; Santana, 2007). Parte-se, então, de uma perspetiva sociológica, cultural e educativa recorrendo- se metodologicamente às narrativas biográficas com o intuito de escutar de perto as vozes de mulheres surdas na sua própria gestualidade. A comunidade surda, através das suas reivindicações, já alcançou muitos direitos anteriormente negados pela sociedade ouvinte, embora as mulheres surdas ainda não se encontrem em igualdade de oportunidades face aos homens surdos e às mulheres e homens ouvintes.
dc.language.isopor
dc.rightsopenAccess
dc.subjectCiências da educação
dc.subjectEducational sciences
dc.titleNarrativas biográficas de mulheres surdas e educação: reconhecer experiências, culturas, identidades e percursos
dc.typeDissertação
dc.contributor.uportoFaculdade de Psicologia e de Ciências da Educação
dc.subject.fosCiências sociais::Ciências da educação
dc.subject.fosSocial sciences::Educational sciences
thesis.degree.disciplineMestrado em Ciências da Educação
thesis.degree.grantorFaculdade de Psicologia e de Ciências da Educação
thesis.degree.grantorUniversidade do Porto
thesis.degree.level1
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