Please use this identifier to cite or link to this item: https://hdl.handle.net/10216/116829
Author(s): Anabela Teixeira Liberato
Title: qEEG na prática clínica: um contributo para a construção de um modelo de fenótipos eletrofisiológicos da perturbação do controlo dos impulsos
Issue Date: 2018-11-15
Description: A impulsividade é definida, numa visão psicológica, como a falta de planeamento, a diminuição de sensibilidade face às consequências negativas e a preferência de reforços imediatos. Ao nível biológico, particularmente bioquímico, os argumentos para um espectro impulsivo assentam nas anomalias do sistema catecolaminérgico do sistema nervoso central: sistema dopaminérgico, noradrenérgico e serotoninérgico. O qEEG é uma técnica de eletroencefalografia quantitativa a partir da qual se podem definir fenótipos eletrofisiológicos de diversas patologias, para além de permitirem o desenvolvimento de protocolos a serem utilizados em treinos de neuromodelação. Este estudo analisou diferentes métricas de qEEG, como o Poder Absoluto e Relativo nas diferentes bandas de frequência e diferentes localizações corticais, a Coerência e os Rácios entre bandas de frequência em sujeitos com Perturbação do Controlo dos Impulsos (PCI). Os resultados sugerem que estes sujeitos se caraterizam por excessos de Poder Absoluto na banda Teta e défices na banda Beta nas derivações frontais; excesso de Poder Relativo em Beta nas regiões temporal-parietal esquerda e défices em Teta nas áreas temporais bilaterais; Rácio Beta/Hibeta elevado nas regiões frontais, Rácio Teta/Beta diminuído nas áreas centrais, paretais e occipitais e Rácio Delta/Beta diminuído nas regiões frontal-temporal; Hipocoerências interhemisféricas, intrahemisféricas e de ligação hemisférios-linha mediana em Alfa nas derivações frontais, Hipocoerências em Beta com maior acentuação nas regiões fronto-central direito, parietal-central bilateral e na ligação hemisférios-linha média e Hipocoerências em HiBeta sobretudo nas regiões frontais e região occipital-temporal direita. As análises das redes de Coerência mostram, em grande medida, que as alterações da conectividade devem-se a Hipocoerências frontais, quer nas ondas lentas, quer nas rápidas. Este estudo torna-se num contributo para a construção de fenótipos eletrofisiológicos passíveis de categorizar a PCI.
Subject: Psicologia
Psychology
Scientific areas: Ciências sociais::Psicologia
Social sciences::Psychology
DOI: 10.34626/jhvs-vy58
TID identifier: 202152600
URI: https://hdl.handle.net/10216/116829
Document Type: Dissertação
Rights: openAccess
Appears in Collections:FPCEUP - Dissertação

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