Utilize este identificador para referenciar este registo: https://hdl.handle.net/10216/116692
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dc.creatorAna Carolina Barbosa Santos
dc.date.accessioned2025-11-07T20:35:39Z-
dc.date.available2025-11-07T20:35:39Z-
dc.date.issued2018-11-12
dc.date.submitted2018-11-19
dc.identifier.othersigarra:298365
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/10216/116692-
dc.descriptionO processo narrativo permite ao ser humano atribuir significados pessoais às suas experiências e organizá-las de forma coerente. No entanto, existem acontecimentos disruptivos que dificultam esta tarefa (i.e., maus tratos) que se revelam experiências adversas e impactantes que acarretam consequências negativas para o desenvolvimento do indivíduo, introduzindo uma forte descontinuidade no decorrer da sua vida. Posto isto, torna-se pertinente perceber o impacto que esta experiências têm na capacidade narrativa do sujeito. A presente investigação tem como objetivo analisar a construção das narrativas de vida através da identificação e definição de capítulos que agrupem experiências passadas em crianças em acolhimento residencial, e compreender em que medida essa produção narrativa se diferencia da apresentada por crianças que sempre viveram nas famílias biológicas e sem história identificada de maus tratos. Participaram neste estudo 120 crianças, com idades compreendidas entre os 6 e os 13 anos (M= 9,58; DP=2,14), estando 62 crianças a viver em família biológica e 58 encontram-se a viver em acolhimento residencial. Foi aplicada a Entrevista de Narrativa de Vida com Crianças - LNIC (Henriques, Ribeiro & Saraiva, 2009) que inclui o pedido à criança da divisão da sua vida em capítulos. Neste estudo, foram analisados os capítulos de vida, através de dois sistemas de codificação já existentes na área. Os 403 capítulos de vida produzidos pelas crianças, em quantidade praticamente equitativa entre o Grupo Família e Grupo Acolhimento, revelaram uma qualidade com frequências semelhantes entre os dois grupos em todos os tipos de capítulos, apontando para a não existência de desvantagem por parte das crianças a viver em acolhimento residencial. Contudo, surgem diferenças significativas na quantidade da ocorrência de capítulos Não Cotáveis entre as crianças dos dois grupos na faixa etária 6/7 anos, sendo maior a quantidade destes no Grupo Família. Na análise dos critérios organizadores dos capítulos, seguidos pelas crianças verificou-se em ambos os grupos igual tendência para utilizar maioritariamente o tema Self e o eixo Diacrónico. Assim, os resultados sugerem que as experiências adversas precoces, incluindo a mudança para viver em acolhimento residencial, não comprometeram organização das memórias episódicas em capítulos de vida. Sobressaiu até uma tendência para melhores resultados nestas crianças, nomeadamente na crianças de 6/7 anos, que poderá derivar de uma diferenciação vincada nos contextos de vida a facilitar a identificação de diferentes capítulos na vida.
dc.language.isopor
dc.rightsrestrictedAccess
dc.subjectPsicologia
dc.subjectPsychology
dc.titleNarrativas autobiográficas: capítulos de vida de crianças com/sem percurso de adversidade
dc.typeDissertação
dc.contributor.uportoFaculdade de Psicologia e de Ciências da Educação
dc.identifier.doi10.34626/mpwt-zv79
dc.identifier.tid202152375
dc.subject.fosCiências sociais::Psicologia
dc.subject.fosSocial sciences::Psychology
thesis.degree.disciplineMestrado Integrado em Psicologia
thesis.degree.grantorFaculdade de Psicologia e de Ciências da Educação
thesis.degree.grantorUniversidade do Porto
thesis.degree.level1
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