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https://hdl.handle.net/10216/115176| Author(s): | Maria Henriqueta da Silva Gonçalves |
| Title: | A articulação trabalho-família vivenciada por gestoras portuguesas: uma fonte de stresse ocupacional? |
| Issue Date: | 2011-11-16 |
| Description: | Atualmente, homens e mulheres enfrentam o desafio de combinar, de forma satisfatória, os domínios da família e do trabalho, o que tem sido difícil devido às diversas alterações que ocorreram nas famílias e às exigências oriundas do domínio do trabalho, que são cada vez maiores. A gestão é um dos setores que mais probabilidade tem de induzir nos seus profissionais stresse relativo à articulação trabalho-família, devido às exigências e características desta atividade. O objetivo principal deste estudo é conhecer como as gestoras vivenciam a articulação entre os domínios do trabalho e da família traduzido nas seguintes questões de investigação: (1) a função de gestão é percebida como uma função stressante pelas gestoras? (2) As gestoras consideram a articulação trabalho-família como uma fonte indutora de stresse ocupacional? Em caso afirmativo, quais as características do trabalho/função de gestão consideradas pelas gestoras, que influenciam positiva e negativamente, essa articulação? (3) Quais os modelos de articulação trabalho-família utilizados pelas gestoras e, quais são as estratégias utilizadas para gerirem essa articulação? De forma a cumprir o objetivo e a responder às questões levantadas desenvolveu-se um estudo de enfoque qualitativo, descritivo e exploratório recorrendo ao método de estudo de casos múltiplos (Sampieri et al., 2006), mais concretamente cinco casos de estudo. A entrevista semiestruturada foi a técnica de recolha de informação selecionada e a análise de conteúdo a técnica de análise da informação obtida pelas entrevistas (Bardin, 1977). Os resultados desta investigação demonstram que as gestoras percecionam a função como stressante e que a articulação trabalho-família é de facto uma fonte de stresse ocupacional em que a carga horária é a característica que mais influencia essa articulação. As gestoras vivenciam a articulação entre estes dois domínios essencialmente através do extravasamento e recorrem principalmente ao apoio de outras pessoas como estratégia para articular a esfera familiar com a profissional. Pensando em investigações futuras propõe-se uma análise de um número maior de casos que aprofundem a vivência desta articulação nas gestoras e em profissionais masculinos deste setor em Portugal. Sugere-se ainda o desenvolvimento de estudos que aprofundem a eficácia das políticas de gestão de recursos humanos "amigas da família". |
| Subject: | Psicologia Psychology |
| Scientific areas: | Ciências sociais::Psicologia Social sciences::Psychology |
| URI: | https://hdl.handle.net/10216/115176 |
| Document Type: | Dissertação |
| Rights: | openAccess |
| Appears in Collections: | FPCEUP - Dissertação |
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