Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10216/114353
Author(s): Patrícia Sofia Ferreira dos Santos
Title: Effect of obesity on labor duration among nulliparous women with epidural analgesia
Issue Date: 2018-07-31
Abstract: Background: The prevalence of obesity has increased over the past three decades, particularly in developed countries. Obesity is a risk factor for maternal mortality and it is associated with maternal and perinatal complications before and during labor. It is important to study the effect of BMI (body mass index) on labor duration and on the type of labor.Objective: To describe the relation between BMI and the labor duration (latent and active phases) in nulliparous women with epidural analgesia. The aim is to facilitate obstetricians' decisions and clinical interventions during labor.Study design: We designed a retrospective cohort study, in which we compared a sample of nulliparous obese women (BMI>30kg/m2) (N=121) with a random sample of nulliparous women with normal weight (18kg/m2>BMI<25kg/m2) (N=161). This study included pregnant women who gave birth at the Department of Obstetrics and Gynecology of the Hospital Center of São João, in Porto, Portugal, between January 1st 2016 and December 31st 2016. Demographic and obstetrics characteristics were evaluated (maternal age, gestational age, newborn weight and type of labor). The labor outcomes studied were: mode of delivery, total duration of labor, latent and active phase duration. Results: In this population, 57,8% of the pregnant women had normal weight and 12,0% were obese. The obese group had a significantly higher cesarean sections rate (47,1% vs 27,3%), fewer eutocic deliveries (28,9% vs 32,9%) and fewer instrumental deliveries (24,0% vs 39,8%) (p=0,001). Obese group had a significantly higher rate of labor induction (51,2% vs 29,2%; p=0,001). In this group, the duration of the latent phase of labor was significantly higher in the prostaglandins induced labors (25,69h vs 16,28h; p=0,029), however there was no significant difference in the duration of the latent phase in oxytocin-induced labors (12,39h vs 9,42h; p=0,672), neither in spontaneous deliveries (7,09h vs 6,73h; p=0,576). The duration of active phase did not have a statistically significant difference between the two groups (5,09h vs 5,14h; p=0,784). There were no differences between the two groups in total duration of labors in spontaneous deliveries (11,93h vs 11,31h; p=0.759). In induced labors, the total duration of labor was significantly higher in the obese group (31,14h vs 21,43h; p=0,029).Conclusion: The duration of the latent phase was higher in obese pregnant women undergoing deliveries induced with prostaglandins. Obesity has no effect on the duration of the active phase. Obese pregnant women undergoing induction of labor had a longer total duration of labor.
Description: Introdução: A prevalência da obesidade tem aumentado nas últimas décadas, especialmente nos países desenvolvidos. A obesidade materna é um factor de risco para a mortalidade materna e está associada a complicações antes e durante o parto. É importante estudar o efeito do IMC (Índice da massa corporal) na duração do trabalho de parto e no tipo de parto.Objectivos: Descrever a relação entre o IMC e a duração do trabalho de parto (fases latente activa) em mulheres nulíparas com analgesia epidural. O objectivo é facilitar as decisões e intervenções obstétricas.Métodos: Neste estudo retrospetivo comparamos uma amostra de mulheres nulíparas obesas (IMC>30Kg/m2) (N=121) com uma amostra aleatória de mulheres nulíparas normoponderais (18,5>Kg/m2<25Kg/m2) (N=161). Este estudo incluiu mulheres grávidas que deram à luz no Serviço de Ginecologia e Obstetrícia do Centro Hospitalar de São João, Porto, Portugal, entre 1 de Janeiro de 2016 e 31 de Dezembro de 2016. Características demográficas e obstétricas foram avaliadas (idade materna, idade gestacional, peso do recém-nascido, tipo de parto). Os dados do parto estudados foram: tipo de parto, duração total do trabalho de parto, duração da fase latente e activa do trabalho de parto.Resultados: Nesta população, 57,8% das mulheres grávidas eram normoponderais e 12,0% eram obesas. O grupo das obesas teve uma taxa de cesarianas significativamente superior (47,1 vs 27,3%), menos partos eutócicos (28,9% vs 32,9%) e menos partos instrumentados (24,0% vs 39,8%) (p=0,001). As grávidas obesas teve uma taxa de indução do trabalho de parto significativamente superior (51,2% vs 29,2%; p=0,01). Neste grupo a duração da fase latente foi significativamente superior nos partos induzidos com prostaglandinas (25,69h vs 16,28h; p=0,029), contudo, não se observaram diferenças na duração da fase latente nos partos induzidos com oxitocina (12,39 horas vs 9,42 horas; p=0,672), nem nos partos espontâneos (7,09h vs 6,73h; p=0,576). A duração da fase activa não teve diferenças estatisticamente significativas entre os dois grupos (5,09h vs 5,14h; p=0,784). Não houve diferenças significativas na duração total nos partos espontâneos (11,93h vs 11,31h; p=0,759). Nos partos induzidos a duração total do trabalho de parto foi significativamente superior nas grávidas obesas (31,14h vs 21,43h; p=0,029).Discussão/Conclusão: A duração da fase latente foi maior nas grávidas obesas que tiveram partos induzidos com prostaglandinas. A obesidade não tem efeito sobre a duração da fase. As grávidas submetidas a indução do trabalho de parto tiveram uma duração total do trabalho de parto superior.
Subject: Ciências médicas e da saúde
Medical and Health sciences
URI: http://hdl.handle.net/10216/114353
Document Type: Dissertação
Rights: restrictedAccess
License: https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/
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