Please use this identifier to cite or link to this item: https://hdl.handle.net/10216/114315
Author(s): Luís Filipe Rocha Couto
Title: Autoimmune encephalitis as a potentially treatable cause of schizophrenic syndrome
Issue Date: 2018-07-31
Abstract: Schizophrenia is a common, severe and very disabling mental disease with high mortality rates and significant social impact. It is a psychotic disorder characterized by hallucinations, delusions, negative symptoms, as well as cognitive impairment and irrational behavioral. Its etiopathogenesis is still unknown, with both associated cellular and cognitive changes remaining a mystery, and no curative treatment is currently available. The pathologic mechanism should be heterogeneous and multifactorial, and it is likely that it concerns a spectrum of disease, grouped in a schizophrenic syndrome.There is a growing body of evidence that associates a subgroup of schizophrenic patients to a dysfunction of the immune system, including epidemiological and genetic links, overlaps in clinical course between schizophrenia and autoimmune diseases, and immune abnormalities detected in serological samples of patients.Recently, autoantibodies targeting proteins on the neuronal cell surface have been identified in a range of syndromes which display psychotic symptoms. These antibodies are believed to be directly pathogenic and have been described in patients with autoimmune encephalitis, including anti-N-methyl-D-aspartate receptor encephalitis, a newly discovered synaptic autoimmune disorder that manifests with prominent psychiatric symptoms early in its course. Causative role of autoimmune encephalitis in schizophrenia has been the subject of several recent studies, mostly employing cell-based assays, seeking to establish the scope and disease-relevance of these antibodies. A novel research concept concerning this possible role is the mild encephalitis hypothesis of schizophrenia.This review concentrates on some of the evidence of greater importance regarding this autoimmune encephalitis hypothesis, and proceeds to analyze its possible repercussions in psychiatric practice. It is concluded that this new approach could revolutionize schizophrenia management, foreseeing a new diagnosis system and more effective therapies for psychotic patients.
Description: A esquizofrenia é uma doença mental comum, grave e muito incapacitante, com elevadas taxas de mortalidade e impacto social significativo. É um distúrbio psicótico, caracterizado por alucinações, delírios, sintomas negativos, para além de dano cognitivo e irracionalidade no comportamento. A sua etiopatogenia é ainda desconhecida, continuando tanto alterações celulares como cognitivas envoltas em mistério, e nenhum tratamento curativo está neste momento disponível. O mecanismo patológico deverá ser heterogéneo e multifatorial, e é plausível que diga respeito a um espectro de doença, agrupado num síndrome esquizofrénico.Há um crescente volume de evidência que associa um subgrupo de doentes esquizofrénicos a uma disfunção do sistema imune, incluindo ligações epidemiológicas e genéticas, sobreposição da evolução clínica entre a esquizofrenia e doenças autoimunes, e anormalidades imunológicas detetadas em amostras serológicas de doentes.Recentemente, anticorpos direcionados para proteínas na superfície celular neuronal têm sido identificados num conjunto de síndromes que exibem sintomas psicóticos. Acredita-se que estes anticorpos são diretamente patogénicos e têm sido descritos em doentes com encefalite autoimune, incluindo na encefalite associada ao anticorpo para o recetor N-metil-D-aspartato, uma doença autoimune sináptica recentemente descoberta que se manifesta com sintomas psiquiátricos marcados precocemente no seu curso. Um possível efeito causador da encefalite autoimune na génese da esquizofrenia tem sido objeto de vários estudos recentes, maioritariamente empregando ensaios baseados em atividade celular, procurando estabelecer o alcance e relevância destes anticorpos para a doença. Um novo conceito da investigação respeitante a este efeito é o da hipótese da encefalite moderada na esquizofrenia.Esta revisão concentra-se em alguma da evidência de maior importância relativa a esta hipótese da encefalite autoimune, e prossegue analisando as possíveis repercussões na prática da psiquiatria. Conclui-se que esta nova abordagem pode revolucionar a conduta perante a esquizofrenia, antevendo um novo sistema de diagnóstico e terapia mais eficaz para doentes psicóticos.
Subject: Medicina clínica
Clinical medicine
Scientific areas: Ciências médicas e da saúde::Medicina clínica
Medical and Health sciences::Clinical medicine
URI: https://repositorio-aberto.up.pt/handle/10216/114315
Document Type: Dissertação
Rights: restrictedAccess
License: https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/
Appears in Collections:FMUP - Dissertação

Files in This Item:
File Description SizeFormat 
278759.pdf
  Restricted Access
Autoimmune encephalitis as a potentially treatable cause of schizophrenic syndrome1.95 MBAdobe PDF    Request a copy from the Author(s)


This item is licensed under a Creative Commons License Creative Commons