Please use this identifier to cite or link to this item: https://hdl.handle.net/10216/114306
Author(s): Barbara Pinto Martins
Title: Papel do ómega-3 marinho nas Perturbações do Espectro do Autismo e Perturbações de Hiperatividade e Défice de Atenção - uma revisão focada na dieta das mães
Issue Date: 2018-07-31
Abstract: Autism Spectrum Disorders (ASD) and Attention-Deficit/Hyperactivity Disorder (ADHD) are two increasingly prevalent neurodevelopmental disorders. This rise appears to be associated with a higher dietary intake of n-6 polyunsaturated fatty acids (PUFAs) and lower of n-3 PUFAs. Docosahexaenoic acid (DHA), a key nutritional n-3 PUFA, is crucial for an optimal offspring's neurodevelopment through the last trimester of pregnancy. Recently, lower DHA levels have been reported in children with ASD and ADHD. The present review summarizes the main research achievements concerning the effect of maternal DHA intake in children neurodevelopment, in order to elicit its role in the prevention and mitigation of ASD and ADHD. As main finding, a low maternal marine DHA intake seems negatively affect childhood neurodevelopment. Although higher DHA status at delivery were associated with better childhood neurodevelopmental, controversial results found in prenatal supplementation raised the hypothesis that the benefits of DHA may be influenced by other factors as socio-economic background and life-style. Low maternal DHA intake, conversely appears to raise the risk and the severity of ASD or ADHD. In conclusion, an optimal maternal consumption of marine products and being breastfeed may promote some neuronal protection in offspring, confirming the essential role of DHA as a modifiable risk factor for ASD and ADHD.
Description: As Perturbações do Espectro do Autismo (PEA) e Perturbações de Hiperatividade e Défice de Atenção (PHDA) são duas doenças do neurodesenvolvimento cada vez mais prevalentes. Este aumento parece estar associado a uma maior ingestão dietética de ácidos gordos polinsaturados n-6 (AGPI) e menor ingestão de AGPI n-3. O ácido docosahexaenóico (DHA), um AGPI n-3 nutricionalmente essencial, é crucial para um ótimo desenvolvimento neurológico durante o último trimestre da gravidez. Recentemente, menores níveis de DHA foram observados em crianças com PEA e PHDA. A presente revisão resume os principais achados investigacionais acerca do efeito da ingestão materna de DHA no desenvolvimento neurológico das crianças, com o objetivo de conhecer o seu papel na prevenção e melhoria sintomática das PEA e PHDA. Como principal resultado surge que uma baixa ingestão materna de DHA marinho afeta negativamente o desenvolvimento neurológico dos filhos. Embora maiores níveis de DHA ao nascimento tenham sido associados a um melhor desenvolvimento neurológico na infância, os resultados controversos encontrados para a suplementação pré-natal levantam a hipótese de que os efeitos benéficos do DHA podem ser influenciados por outros fatores, como o nível socioeconômico e o estilo de vida. Uma baixa ingestão materna de DHA, inversamente, parece aumentar o risco e a gravidade das PEA ou PHDA. Em conclusão, um consumo materno ótimo de produtos marinhos e ser amamentado pode promover alguma proteção neuronal nos filhos, confirmando o papel essencial do DHA como um fator de risco modificável para as PEA e PHDA.
Subject: Medicina clínica
Clinical medicine
Scientific areas: Ciências médicas e da saúde::Medicina clínica
Medical and Health sciences::Clinical medicine
DOI: 10.34626/41db-yb88
TID identifier: 202406032
URI: https://hdl.handle.net/10216/114306
Document Type: Dissertação
Rights: openAccess
Appears in Collections:FMUP - Dissertação

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