Please use this identifier to cite or link to this item: https://hdl.handle.net/10216/112900
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dc.creatorSara Alexandra Bravo Fernandes
dc.date.accessioned2025-11-13T03:04:24Z-
dc.date.available2025-11-13T03:04:24Z-
dc.date.issued2018-07-05
dc.date.submitted2018-07-12
dc.identifier.othersigarra:273354
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/10216/112900-
dc.descriptionOs acidentes de trabalho constituem um grave problema de saúde pública, uma vez que, associados a longos períodos de ausência da atividade profissional, estão consequências múltiplas e devastadoras ao nível económico e social, quer para os sinistrados, quer para a sociedade em geral (Cabral, Figueiredo, Mancini & Sampaio, 2009; Cardoso, Oliveira & Quintero, 2012; Sousa, 2012; Lima, 2012; Ascari, Fermino, Kessler, & Provensi, 2015). Segundo os dados estatísticos oficiais, divulgados por entidades europeias e nacionais, o número de acidentes de trabalho continua a ser significativo, sendo que Portugal é dos países da União Europeia que apresenta valores mais elevados neste domínio (Oliveira, 2009). Apesar da existência de legislação em matéria de reparação de acidentes de trabalho, aparentemente, protetora no que concerne aos direitos dos sinistrados do trabalho quanto à sua reabilitação e reintegração profissional, a verdade é que os trabalhadores acidentados continuam a ter que enfrentar, não raras vezes sozinhos, inúmeros obstáculos nesta reintegração, reforçando a sua situação de vulnerabilidade (Cunha, Santos & Pereira, 2017). Com o objetivo de dar voz aos protagonistas no processo de reabilitação após o acidente (sinistrados de trabalho e técnicos de reabilitação), e com a expectativa de uma reintegração profissional, realizou-se um estudo exploratório, com diferentes momentos de entrevista individual, na entidade de referência nacional neste âmbito - o Centro de Reabilitação Profissional de Gaia (CRPG). As entrevistas favoreceram uma melhor compreensão destes processos, dos obstáculos que os sinistrados de trabalho enfrentam, bem como de aspetos considerados facilitadores da sua reintegração profissional, integrando ainda o ponto de vista crítico de quem tem experiência na condução destes processos. São disso exemplo, os obstáculos no que concerne à aplicabilidade da legislação em vigor, à morosidade dos processos legais e administrativos, e à relação com outros atores sociais envolvidos no processo, marcada por um clima de conflituosidade, e de difusão de responsabilidades no apoio aos sinistrados do trabalho. Frequentemente, os aspetos identificados como facilitadores - lesões pouco graves, recetividade e abertura da entidade empregadora, suporte familiar - não são suficientes. Estes trabalhadores, acabam por ser então duplamente vitimizados - do acidente à reparação e, a longo termo, na vida para além do acidente.
dc.language.isopor
dc.rightsopenAccess
dc.subjectPsicologia
dc.subjectPsychology
dc.titleDo acidente de trabalho ao processo de reintegração profissional de sinistrados do trabalho: obstáculos, facilitadores, e perspetivas de ação
dc.typeDissertação
dc.contributor.uportoFaculdade de Psicologia e de Ciências da Educação
dc.identifier.doi10.34626/z9m6-ky62
dc.identifier.tid201970333
dc.subject.fosCiências sociais::Psicologia
dc.subject.fosSocial sciences::Psychology
thesis.degree.disciplineMestrado Integrado em Psicologia
thesis.degree.grantorFaculdade de Psicologia e de Ciências da Educação
thesis.degree.grantorUniversidade do Porto
thesis.degree.level1
Appears in Collections:FPCEUP - Dissertação

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