Please use this identifier to cite or link to this item:
https://hdl.handle.net/10216/112896| Author(s): | Bruna Alexandra Moreira Vieira |
| Title: | Precariedade na agricultura: a realidade dos trabalhadores agrícolas sazonais |
| Issue Date: | 2018-07-05 |
| Description: | O setor agrícola é um dos setores com maior expressão de trabalho sazonal, associado a situações de precariedade, com formas de organização do trabalho atípicas ou informais, períodos de desemprego incertos, salários indefinidos, falta de proteção social e económica e exposição a múltiplos fatores de risco. Nesse sentido, as condições precárias de trabalho e de segurança, deixam marcas indeléveis na saúde, mesmo tratando-se de um trabalho caracterizado como "sazonal". Existem trabalhadores em situações de trabalho verdadeiramente alarmantes, expostos a uma multiplicidade de constrangimentos e riscos que colocam em causa o seu bem-estar e a sua saúde. As políticas públicas, ou a sua ausência no que à vigilância sobre o trabalho neste setor diz respeito, mesmo sem o quererem têm influência neste ciclo interminável de precariedade e, por falta de alternativa, os trabalhadores continuam a sujeitar-se a ele. Com o intuito de compreender melhor esta realidade, os fatores de risco associados a esta atividade e os consequentes problemas de saúde que são produzidos foi articulada uma abordagem do setor, mais especificamente, da apanha de frutos (frutos vermelhos, kiwis e uvas) e de outras tarefas subjacentes à produção dos mesmos, de cariz qualitativo e quantitativo, recorrendo-se a observações de campo e à aplicação do Inquérito Saúde e Trabalho (INSAT 2016). Os resultados demonstraram que estes trabalhadores estão expostos a uma série de fatores de risco, comummente categorizados como riscos físicos, ambientais, químicos e psicossociais, de que são exemplo a exposição a gestos repetitivos, posturas penosas, esforços físicos intensos, ruído nocivo ou incómodo, temperaturas extremas, poeiras ou gases, produtos químicos, ritmo intenso de trabalho, adaptação constante a mudanças de métodos ou instrumentos de trabalho, horários irregulares, entre outros. Ainda que se trate de um trabalho sazonal, com uma duração que pode ser de um ou dois meses, os resultados corroboram o facto de ser a exposição acumulada aos diferentes fatores de risco a produzir efeitos não negligenciáveis na saúde, mesmo se relativizados ou tidos como "característicos da própria atividade", como fadiga crónica, dores osteoarticulares, nervosismo, entre outros. A ausência de uma maior vigilância destes trabalhadores, das suas situações concretas de trabalho, pelas instituições públicas, faz perpetuar estes efeitos e o silêncio que estes trabalhadores têm dificuldade em romper por medo de perda de trabalho. |
| Subject: | Psicologia Psychology |
| Scientific areas: | Ciências sociais::Psicologia Social sciences::Psychology |
| DOI: | 10.34626/xff3-gr76 |
| TID identifier: | 201970228 |
| URI: | https://hdl.handle.net/10216/112896 |
| Document Type: | Dissertação |
| Rights: | openAccess |
| Appears in Collections: | FPCEUP - Dissertação |
Files in This Item:
| File | Description | Size | Format | |
|---|---|---|---|---|
| 273371.pdf | Precariedade na agricultura: a realidade dos trabalhadores agrícolas sazonais | 1.83 MB | Adobe PDF | ![]() View/Open |
Items in DSpace are protected by copyright, with all rights reserved, unless otherwise indicated.
