Please use this identifier to cite or link to this item: https://hdl.handle.net/10216/109348
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dc.creatorOlga Vitor Almeida Santos Alves da Silva
dc.date.accessioned2025-11-05T16:12:54Z-
dc.date.available2025-11-05T16:12:54Z-
dc.date.issued2017-11-17
dc.date.submitted2017-12-19
dc.identifier.othersigarra:235084
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/10216/109348-
dc.descriptionA literatura associada à prestação de cuidados a pessoas com a doença de Alzheimer tem-se debruçado, fundamentalmente, sobre os cuidadores informais. Contudo, permanece uma lacuna ao nível da investigação e do próprio reconhecimento por parte da sociedade em relação a estes indivíduos quando integram a condição de pós-cuidadores informais, ou seja, quando cessam a tarefa de cuidar devido à morte do(a) recetor(a) de cuidados. O presente estudo, assumindo um caráter exploratório, tem como principal objetivo aceder às trajetórias dos pós-cuidadores informais de pessoas com a doença de Alzheimer e compreender o significado subjetivo atribuído às suas experiências, através da sua narrativa pessoal. Assim, a partir de uma abordagem metodológica qualitativa, realizou-se um focus group, no qual estiveram envolvidos quatro participantes, com idades compreendidas entre os 41 e os 77 anos (M = 60; DP = 15,53). Os dados obtidos foram submetidos a uma análise de conteúdo, de acordo com as três fases de Bardin (1977), pelo que as principais categorias e subcategorias identificadas foram posteriormente sistematizadas com recurso ao programa de análise qualitativa NVivo 10. Os principais resultados evidenciam que a prestação de cuidados deve ser percebida de forma holística, contemplando para além das experiências que precederam a morte do(a) recetor(a) de cuidados, as que se seguiram a este acontecimento. Embora se tenha verificado uma pluralidade de trajetórias, é revelado por todos os participantes que o vínculo emocional estabelecido previamente com a pessoa de quem cuidaram se afigura como o principal fator para terem assumido a prestação de cuidados. Em relação ao apoio social percebido, destaca- se o afastamento da família e dos amigos, ainda que seja salientado o apoio das pessoas que compõem o núcleo familiar, bem como as novas relações de amizade vinculadas, sobretudo, a partir dos grupos de apoio. Relativamente ao apoio formal, os participantes apontam para uma lacuna, em particular, após a morte do(a) recetor(a) de cuidados, não existindo um apoio alternativo e acessível a todos os pós-cuidadores informais. Apesar de todas as dificuldades enfrentadas ao longo do processo, é enfatizada a face positiva desta experiência. Finalmente e no seguimento destas conclusões, são descritas algumas implicações para a prática clínica e expostas as limitações do estudo, bem como algumas sugestões para futuras investigações.
dc.language.isopor
dc.rightsopenAccess
dc.subjectPsicologia
dc.subjectPsychology
dc.titleA face invisível da prestação de cuidados: as trajetórias dos pós-cuidadores informais de pessoas com doença de Alzheimer
dc.typeDissertação
dc.contributor.uportoFaculdade de Psicologia e de Ciências da Educação
dc.identifier.doi10.34626/fh4v-he64
dc.identifier.tid201831139
dc.subject.fosCiências sociais::Psicologia
dc.subject.fosSocial sciences::Psychology
thesis.degree.disciplineMestrado Integrado em Psicologia
thesis.degree.grantorFaculdade de Psicologia e de Ciências da Educação
thesis.degree.grantorUniversidade do Porto
thesis.degree.level1
Appears in Collections:FPCEUP - Dissertação

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