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https://hdl.handle.net/10216/109174| Author(s): | Ana Rita Pereira da Cruz |
| Title: | Executive dysfunction, impulsivity and violent criminal behavior |
| Issue Date: | 2017-11-23 |
| Description: | O termo funções executivas descreve o conjunto de processos orientados para objetivos e estratégias de tomada de decisão. A associação entre défice executivo e comportamento criminoso está bem estabelecida. Contudo, o grau em que o défice executivo caracteriza todos os tipos de comportamento criminoso não está ainda claramente definido. Existem evidências que apontam para uma associação entre défices executivos e crime violento. Contrariamente, agressores não violentos demonstrariam melhor desempenho executivo, comparativamente com ofensores violentos. De igual forma, a investigação sobre a associação entre funcionamento executivo e psicopatia conduziu a resultados mistos. Os resultados inconsistentes na relação entre criminalidade e comportamento antissocial impedem a identificação de mecanismos neurocognitivos específicos associados com o tipo de agressão cometida, comprometendo o esforço no desenvolvimento de medidas de prevenção e intervenção eficazes. Foram estudadas funções executivas e a sua associação com a criminalidade violenta e não violenta, controlando o efeito de traços psicopáticos. Cinquenta e dois ofensores violentos e 47 não-violentos, a cumprirem pena de prisão em três estabelecimentos de alta segurança, foram comparados com 48 controlos provenientes da comunidade, sem história de violência ou crime. A recolha de dados incluiu a revisão dos processos individuais, uma entrevista semiestruturada, a aplicação de um instrumento de despiste do défice cognitivo ligeiro, uma bateria de avaliação neuropsicológica, bem como medidas de autorrelato de psicopatia, agressividade e impulsividade, algumas das quais derivadas de instrumentos que foram objecto de estudos de validação. Verificou-se um efeito de grupo na componente de inibição do funcionamento executivo, com os reclusos a revelarem um desempenho significativamente pior do que o verificado no grupo de controlo. No entanto, a componente atualização foi a única a predizer o padrão dominante de crime. Os ofensores revelaram pontuações mais elevadas em medidas de agressividade e na faceta de desinibição de psicopatia. Em paralelo foi realizado um estudo exploratório dos potenciais cerebrais associados com a componente da inibição numa amostra de indivíduos antissociais e de pessoas da comunidade sem comportamento criminal reportado. Estes resultados sugerem associações específicas entre funcionamento executivo e tipo de crime. Concretamente, sugerem que o défice de inibição é transversal ao comportamento criminal, independentemente da violência, enquanto o défice de capacidade de atualização está especificamente associado ao crime violento. Os resultados sugerem também que estratégias de prevenção e intervenção podem carecer de ajuste em função dos défices neurocognitivos observados em subtipos criminais de forma a melhorar a sua eficácia. |
| Subject: | Psicologia Psychology |
| Scientific areas: | Ciências sociais::Psicologia Social sciences::Psychology |
| DOI: | 10.34626/dp4w-6t44 |
| TID identifier: | 101401124 |
| URI: | https://hdl.handle.net/10216/109174 |
| Document Type: | Tese |
| Rights: | restrictedAccess |
| Appears in Collections: | FPCEUP - Tese |
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