Please use this identifier to cite or link to this item: https://hdl.handle.net/10216/109174
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dc.creatorAna Rita Pereira da Cruz
dc.date.accessioned2025-11-06T00:09:58Z-
dc.date.available2025-11-06T00:09:58Z-
dc.date.issued2017-11-23
dc.date.submitted2017-12-13
dc.identifier.othersigarra:233296
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/10216/109174-
dc.descriptionO termo funções executivas descreve o conjunto de processos orientados para objetivos e estratégias de tomada de decisão. A associação entre défice executivo e comportamento criminoso está bem estabelecida. Contudo, o grau em que o défice executivo caracteriza todos os tipos de comportamento criminoso não está ainda claramente definido. Existem evidências que apontam para uma associação entre défices executivos e crime violento. Contrariamente, agressores não violentos demonstrariam melhor desempenho executivo, comparativamente com ofensores violentos. De igual forma, a investigação sobre a associação entre funcionamento executivo e psicopatia conduziu a resultados mistos. Os resultados inconsistentes na relação entre criminalidade e comportamento antissocial impedem a identificação de mecanismos neurocognitivos específicos associados com o tipo de agressão cometida, comprometendo o esforço no desenvolvimento de medidas de prevenção e intervenção eficazes. Foram estudadas funções executivas e a sua associação com a criminalidade violenta e não violenta, controlando o efeito de traços psicopáticos. Cinquenta e dois ofensores violentos e 47 não-violentos, a cumprirem pena de prisão em três estabelecimentos de alta segurança, foram comparados com 48 controlos provenientes da comunidade, sem história de violência ou crime. A recolha de dados incluiu a revisão dos processos individuais, uma entrevista semiestruturada, a aplicação de um instrumento de despiste do défice cognitivo ligeiro, uma bateria de avaliação neuropsicológica, bem como medidas de autorrelato de psicopatia, agressividade e impulsividade, algumas das quais derivadas de instrumentos que foram objecto de estudos de validação. Verificou-se um efeito de grupo na componente de inibição do funcionamento executivo, com os reclusos a revelarem um desempenho significativamente pior do que o verificado no grupo de controlo. No entanto, a componente atualização foi a única a predizer o padrão dominante de crime. Os ofensores revelaram pontuações mais elevadas em medidas de agressividade e na faceta de desinibição de psicopatia. Em paralelo foi realizado um estudo exploratório dos potenciais cerebrais associados com a componente da inibição numa amostra de indivíduos antissociais e de pessoas da comunidade sem comportamento criminal reportado. Estes resultados sugerem associações específicas entre funcionamento executivo e tipo de crime. Concretamente, sugerem que o défice de inibição é transversal ao comportamento criminal, independentemente da violência, enquanto o défice de capacidade de atualização está especificamente associado ao crime violento. Os resultados sugerem também que estratégias de prevenção e intervenção podem carecer de ajuste em função dos défices neurocognitivos observados em subtipos criminais de forma a melhorar a sua eficácia.
dc.language.isoeng
dc.rightsrestrictedAccess
dc.subjectPsicologia
dc.subjectPsychology
dc.titleExecutive dysfunction, impulsivity and violent criminal behavior
dc.typeTese
dc.contributor.uportoFaculdade de Psicologia e de Ciências da Educação
dc.identifier.doi10.34626/dp4w-6t44
dc.identifier.tid101401124
dc.subject.fosCiências sociais::Psicologia
dc.subject.fosSocial sciences::Psychology
thesis.degree.disciplinePrograma Doutoral em Psicologia
thesis.degree.grantorFaculdade de Psicologia e de Ciências da Educação
thesis.degree.grantorUniversidade do Porto
thesis.degree.level2
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