Please use this identifier to cite or link to this item: https://hdl.handle.net/10216/108611
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dc.creatorMarta Oliveira Moreira Novo
dc.date.accessioned2026-01-12T06:29:47Z-
dc.date.available2026-01-12T06:29:47Z-
dc.date.issued2017-11-15
dc.date.submitted2017-11-24
dc.identifier.othersigarra:228244
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/10216/108611-
dc.descriptionNa adoção, em geral, e na adoção de crianças mais velhas, em particular, o sistema familiar confronta-se com diversos desafios após a chegada da criança, como o período de adaptação, a comunicação com esta sobre o seu passado e, o maior de todos, a construção de uma relação afetiva. Este estudo pretende compreender o processo de construção das relações em famílias adotivas de crianças mais velhas. Propõe ainda conhecer o processo comunicacional sobre a adoção e as ideias dos pais acerca da adoção tardia. Foram realizadas entrevistas a 7 díades parentais adotivas de crianças mais velhas. As crianças adotadas tinham entre 4 e 9 anos no momento da entrevista aos pais adotivos, variando o tempo de adoção de 6 meses a 5 anos. As entrevistas foram realizadas no domicílio das famílias participantes, posteriormente transcritas e submetidas a uma análise de conteúdo através da grounded theory. A partir do sistema de categorias emergentes e das macrocategorias, foi redigido um texto descritivo da perspetiva dos pais acerca das vivências familiares na adoção de crianças mais velhas. Os resultados evidenciaram que a criança, numa fase inicial, pode manifestar a sua insegurança através de diferentes comportamentos, que variam desde oposição/desafio, a inibição das suas necessidades emocionais e afastamento face às figuras parentais. Verificou-se que a criança tende a aproximar-se inicialmente de um dos elementos do casal, o pai, e a afastar-se da figura materna, oferecendo resistência às suas tentativas de aproximação. Estes comportamentos de desafio e oposição à mãe tendem a desvanecer-se com o tempo, estabelecendo-se a funcional triangulação, prevista por Bowen. Da abertura da comunicação sobre adoção, destacou-se que a iniciativa parte das crianças ou, caso contrário, o assunto não é abordado, sugerindo a dificuldade de ser enfrentado este tema por parte dos pais, embora seja referida a importância de falar com naturalidade sobre o assunto. Face às ideias sobre adoção de crianças mais velhas, os pais adotivos aconselhariam outras famílias a arriscar nesta modalidade de adoção, evidenciando como vantagem não terem de revelar a adoção, por esta ser conhecedora da sua história, e compreenderem melhor a criança, por esta ser capaz de expressar verbalmente as suas necessidades. Deste estudo, resulta uma narrativa tipo da vivência familiar na adoção de crianças mais velhas, que espelha, por um lado, a complexidade deste fenómeno e, por outro, a perspetiva positiva dos pais adotivos face à adoção. Tal poderá ser útil para os profissionais no apoio às famílias adotivas, na fase de pré e de pós-adoção, e na formação dos candidatos à adoção, constituindo um apelo à adoção de crianças mais velhas, tão preocupantemente relegadas para o grupo de crianças "com necessidades adotivas particulares".
dc.language.isopor
dc.rightsopenAccess
dc.subjectPsicologia
dc.subjectPsychology
dc.titleFoi bom termos arriscado!: a narrativa da díade parental na adoção de crianças mais velhas
dc.typeDissertação
dc.contributor.uportoFaculdade de Psicologia e de Ciências da Educação
dc.identifier.doi10.34626/j7zf-nz28
dc.identifier.tid201831082
dc.subject.fosCiências sociais::Psicologia
dc.subject.fosSocial sciences::Psychology
thesis.degree.disciplineMestrado Integrado em Psicologia
thesis.degree.grantorFaculdade de Psicologia e de Ciências da Educação
thesis.degree.grantorUniversidade do Porto
thesis.degree.level1
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