Please use this identifier to cite or link to this item: https://hdl.handle.net/10216/108469
Author(s): Mariana Melo Maia Barros Magalhães
Title: Cyberbullying e comunicação homofóbica na infância e na adolescência: um estudo exploratório
Issue Date: 2017-11-15
Description: A presente investigação visa estudar as relações entre o cyberbullying e a comunicação de teor homofóbico na adolescência usando para tal as percepções retrospectivas de estudantes universitários. Os participantes foram 688 estudantes da Universidade do Porto, 522 do sexo feminino e 166 do sexo masculino, com idade média de 22.06 anos, DP = 4.67. O questionário utilizado era composto por 54 itens, entre os quais a Homophobic Content Agent Target Scale, e mede a frequência relativa dos comportamentos associados ao cyberbullying, os alvos da agressão, os meios utilizados para as agressões e o impacto destas em diversas esferas da vida dos/as participantes, quer na perspetiva das vítimas, quer na dos/das agressores/as. Foram identificados 44 respondentes vítimas frequentes e 10 perpetradores frequentes de cyberbullying, correspondendo a 6.4% e 1.5% da amostra, respetivamente. Em ambos os grupos, verificou-se um maior número de estudantes do género masculino. O grupo de 44 vítimas frequentes (28 do sexo feminino e 16 do sexo masculino) receberam proporcionalmente mais do que o dobro do reportado na amostra geral, de mensagens homofóbicas de amigos, de pessoas que não conheciam bem, ou de quem não gostavam, entre outras, confirmando assim a estreita relação entre o cyberbullying e a comunicação de teor homofóbico. Reportam, ainda, níveis de impacto nas diversas esferas da sua vida, em geral, 3 vezes maiores do que a amostra total, especialmente nas esferas psicológica e social. Verificámos ainda que 6 dos 10 cyberbullies referem também terem sido vítimas frequentes, sugerindo haver alguma relação entre vitimação e agressão no cyberbullying. Contudo, 25% das vítimas frequentes reportou não ter perpetrado qualquer tipo de cyberbullying, nem sequer ocasionalmente. Ademais, foi possível verificar que os/as estudantes percecionados/as como LG não são um alvo mais frequente do que os/as estudantes não percecionados/as como LG. Quanto aos meios utilizados para levar a cabo a agressão, os chats e as mensagens de texto foram os mais referidos pela nossa amostra em detrimento das chamadas telefónicas e dos emails e que os alvos e os agressores mais frequentes eram amigos dos/das participantes. No geral, não foram encontradas diferenças significativas entre os/as estudantes provenientes de meio rural ou de meio urbano.
Subject: Psicologia
Psychology
Scientific areas: Ciências sociais::Psicologia
Social sciences::Psychology
DOI: 10.34626/7jr3-kk06
TID identifier: 201758717
URI: https://hdl.handle.net/10216/108469
Document Type: Dissertação
Rights: openAccess
Appears in Collections:FPCEUP - Dissertação

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