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https://hdl.handle.net/10216/108447| Author(s): | Cláudia Isabel Marques da Silva |
| Title: | Discriminação e saúde mental: mecanismos de proteção em jovens LGB e heterossexuais |
| Issue Date: | 2017-11-14 |
| Description: | A investigação em resiliência tem contribuído para o esclarecimento dos recursos internos e externos que favorecem um ajustamento positivo em situações de risco, como é o caso da perceção de discriminação. Estudos prévios revelam que as associações desta perceção variam consoante o grupo de pertença seja estigmatizado ou dominante na sociedade. Neste estudo, foram exploradas as variações em função da orientação sexual na saúde mental (indicador de ajustamento), na perceção de discriminação (fator de risco), nas estratégias de coping - reinterpretação positiva e autoculpabilização (mecanismos de proteção internos) e na qualidade das relações com o pai e com a mãe - conflito e perceção de admiração - e o otimismo familiar (mecanismos de proteção externos). Adicionalmente, em ambos os grupos, exploraram-se quais os mecanismos preditores da saúde mental e também se as estratégias de coping são mediadoras da associação da perceção da discriminação na saúde mental. A amostra é constituída por 198 participantes, adolescentes e jovens adultos, com idades entre os 14 e os 29 anos (M = 17.8; DP = 3.21). Destes, 73.3% são do sexo feminino e 51.8% identificaram a sua orientação sexual como lésbica/gay ou bissexual (LGB). Não foram observadas diferenças significativas em função da orientação sexual na saúde mental ou na utilização de estratégias de coping, mas foi observado que os jovens LGB percecionam maiores níveis de discriminação percebidos. Os resultados revelaram que no grupo dos heterossexuais, a variável preditora significativamente positiva da saúde mental é o género e a preditora significativamente negativa é a autoculpabilização. No grupo dos LGB, as variáveis preditoras significativas positivas da saúde mental foram o género e a reinterpretação positiva e as preditoras negativas foram o método de recolha, o tratamento injusto e a autoculpabilização. No que diz respeito ao efeito de mediação apenas nos participantes LGB se observou que a influência da discriminação na saúde mental é parcialmente mediada pela autoculpabilização. Nos participantes heterossexuais não foi observada qualquer mediação. Os resultados parecem corroborar conclusões de estudos anteriores que sugerem que a perceção de discriminação é mais frequente e tem um efeito mais nocivo quando se pertence a um grupo minoritário, mas que alguns mecanismos de proteção podem amortizar o seu impacto, sugerindo. Assim, os resultados deste estudo apontam para a necessidade de adoção de estratégias de intervenção que tenham em consideração a especificidades associadas à orientação sexual das pessoas. |
| Subject: | Psicologia Psychology |
| Scientific areas: | Ciências sociais::Psicologia Social sciences::Psychology |
| DOI: | 10.34626/rrp4-jr05 |
| TID identifier: | 201758873 |
| URI: | https://hdl.handle.net/10216/108447 |
| Document Type: | Dissertação |
| Rights: | restrictedAccess |
| Appears in Collections: | FPCEUP - Dissertação |
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