Utilize este identificador para referenciar este registo: https://hdl.handle.net/10216/108392
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dc.creatorJoana Maria Cunha da Silva
dc.date.accessioned2025-11-06T13:31:46Z-
dc.date.available2025-11-06T13:31:46Z-
dc.date.issued2017-11-13
dc.date.submitted2017-11-16
dc.identifier.othersigarra:226066
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/10216/108392-
dc.descriptionEm Portugal, no ano de 2016, a medida de adoção enquanto projeto de vida apenas foi definida para cerca de 10% das 10.688 crianças abrangidas pelo sistema de acolhimento familiar e residencial. A delineação de um projeto que responda adequadamente às necessidades da criança corresponde a um processo complexo, no qual se encontram envolvidos múltiplos profissionais. Por se tratar de um procedimento altamente delicado e de extrema importância, torna-se imprescindível conhecer as ideias dos diferentes profissionais, as quais estarão subjacentes às suas práticas, dificuldades e dúvidas face ao projeto de adoção. Decorrente da existência de poucos estudos acerca das representações dos profissionais face à adoção, o presente projeto representa uma inovadora temática de investigação, que tem como objetivo explorar as ideias de diretores, técnicos e elementos das equipas educativas e de apoio face à medida de adoção e de que forma estas se encontram associadas a características sociodemográficas e de funcionamento da personalidade dos mesmos. Foram utilizados dois instrumentos, o Questionário de Ideias sobre a Medida de Adoção desenvolvido para o efeito e questionário CUIDA. Os dados foram recolhidos junto de 86 profissionais de instituições de acolhimento destinadas a crianças e jovens: 25 da equipa técnica, 34 da equipa educativa e 25 da equipa de apoio. Dos quais 81 (94.2%) do sexo feminino, com idades compreendidas entre os 21 e os 64 anos (M = 42.29; DP = 10.58). Os resultados mostram uma forte convergência das opiniões entre os profissionais e, globalmente, na direção de considerar que, quer as crianças consideradas com necessidades de adoção particulares, quer as alternativas de acolhimento ou mesmo a existência ainda de alguns contactos com pais biológicos, não constituirão entraves à proposta e ao sucesso da adoção. Verifica-se, contudo, que os profissionais com habilitações literárias mais elevadas e que pertencem à equipa técnica apresentam um maior grau de abertura à medida de adoção. Os dados obtidos no questionário CUIDA apontam para valores médios ou elevados nas diversas escalas, comparativamente com a norma para a população portuguesa, evidenciando-se uma associação entre a dimensão sociabilidade do CUIDA e o grau de abertura à medida de adoção. Espera-se que a explicitação das ideias dos profissionais acerca da medida de adoção possa ter implicações práticas na promoção e desenvolvimento das suas competências e, consequentemente, na melhoria da atuação com as crianças que se encontram "à espera" de uma resolução para o seu futuro.
dc.language.isopor
dc.rightsopenAccess
dc.subjectPsicologia
dc.subjectPsychology
dc.titleRepresentações dos profissionais de acolhimento face à medida de adotabilidade
dc.typeDissertação
dc.contributor.uportoFaculdade de Psicologia e de Ciências da Educação
dc.identifier.doi10.34626/sb09-wg27
dc.identifier.tid201756757
dc.subject.fosCiências sociais::Psicologia
dc.subject.fosSocial sciences::Psychology
thesis.degree.disciplineMestrado Integrado em Psicologia
thesis.degree.grantorFaculdade de Psicologia e de Ciências da Educação
thesis.degree.grantorUniversidade do Porto
thesis.degree.level1
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