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https://hdl.handle.net/10216/108370| Author(s): | Cláudia Filipa Madureira Sequeira |
| Title: | (Di)visões das tarefas familiares em situação de desemprego: género e sentimento de justiça |
| Issue Date: | 2017-11-13 |
| Description: | A crise financeira dos últimos anos trouxe consequências preocupantes, nomeadamente a taxa de desemprego que, apesar de ultimamente se ter verificado uma inversão na tendência e a taxa ter diminuído, acarreta efeitos nefastos que se mantêm em Portugal. Diversos estudos têm vindo a demonstrar que este cenário aumentou os problemas psicossociais, provocando um sentimento de incerteza acerca do futuro e consequentemente uma redução do bem-estar não só de quem está desempregado, mas também de outras pessoas significativas. A grande maioria dos estudos baseia-se na análise do impacto no próprio indivíduo desempregado, esquecendo a forma como este fenómeno afeta também a sua família, em particular o cônjuge. A presente investigação teve assim como objetivo global o estudo da forma como é feita a distribuição de tarefas domésticas, de manutenção e de cuidados aos filhos numa situação de desemprego em casais de nacionalidade portuguesa com diferentes tipos de configuração de desemprego (desemprego masculino, desemprego feminino e duplo desemprego). Para além disso, foram exploradas as perceções de justiça dos indivíduos face à distribuição de tarefas adotada pelo casal e qual a influência dos papéis de género na distribuição das tarefas e na perceção de justiça. Foram recolhidos dados junto a 291 pessoas, sendo que, relativamente ao género e à condição familiar dos participantes 130 são mulheres que se encontram numa situação de desemprego com cônjuges empregados, 68 são homens que se encontram numa situação de desemprego com cônjuges empregadas e 93 são indivíduos onde os dois membros do casal se encontram em situação de desemprego. Os resultados revelam que são as mulheres a realizar a maioria das tarefas familiares, independentemente de ser a própria a se encontrar desempregada, o seu companheiro ou ambos. No entanto, verificou-se que os dois membros do casal sentem uma maior perceção de justiça quando esta distribuição de tarefas é feita de forma mais repartida do que quando é feita de forma desigual. Foi também possível verificar que as atitudes face aos papéis de género não possuem qualquer efeito na distribuição de tarefas familiares por parte das mulheres, no entanto, relativamente aos homens, verificou-se que homens que realizam menos tarefas familiares do que as suas companheiras possuem atitudes face aos papéis de género mais tradicionais ao passo que homens que realizam uma distribuição de tarefas mais repartida entre si e a sua companheira possuem atitudes mais igualitárias. |
| Subject: | Psicologia Psychology |
| Scientific areas: | Ciências sociais::Psicologia Social sciences::Psychology |
| DOI: | 10.34626/js0z-xj44 |
| TID identifier: | 201756951 |
| URI: | https://hdl.handle.net/10216/108370 |
| Document Type: | Dissertação |
| Rights: | restrictedAccess |
| Appears in Collections: | FPCEUP - Dissertação |
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