Please use this identifier to cite or link to this item: https://hdl.handle.net/10216/105031
Full metadata record
DC FieldValueLanguage
dc.creatorAna Catarina Moreira Leal
dc.date.accessioned2025-11-11T07:26:56Z-
dc.date.available2025-11-11T07:26:56Z-
dc.date.issued2017-06-29
dc.date.submitted2017-06-30
dc.identifier.othersigarra:197892
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/10216/105031-
dc.descriptionEste estudo tem como objetivo geral explorar a relação entre a congruência de valores e o stress ocupacional vivenciado na função de guarda prisional. Para tal, assume-se que os valores são um aspeto fundamental e duradouro tanto das organizações como dos indivíduos (Campos & Porto, 2010), e que podem estar relacionados entre si com base na congruência entre os valores individuais e organizacionais (Morais, 2011). Este tipo de congruência tem vindo a ser concetualizada a partir do Person-Organization fit, sendo que um estado prolongado de conflito de valores tem sido associado a maiores níveis de stress ocupacional (Dolan, 2011; Morais, 2011; Ramos, 2013; Ramos & Jordão, 2013). A função de guarda prisional é identificada como uma das mais stressantes do mundo (Costa, 2011; Manuel & Soeiro, 2010) e, segundo Pereira (2011), foi ao longo dos anos, traduzindo a evolução e a complexificação do sistema prisional, uma vez que passou a ter uma dupla orientação: punir e ressocializar. Pode-se, assim, pressupor que as instituições prisionais e os guardas prisionais detenham um conjunto de valores sobre a melhor forma de reduzir o crime, correspondente a uma abordagem reabilitativa e/ou punitiva (Cardoso, 2014), que podem, ou não, coincidir. Com esta investigação de natureza qualitativa, não experimental, transversal e exploratória. e, a partir da perspetiva de oito guardas prisionais, pretende-se compreender se se verificam evidências da relação entre a congruência de valores e o stress ocupacional. Os dados foram recolhidos através da análise documental e da entrevista semiestruturada individual realizada aos participantes, procedendo-se, posteriormente, à análise de conteúdo do material recolhido nas entrevistas com recurso ao software Nvivo 11. Este estudo permitiu, assim, compreender que os diferentes tipos de congruência de valores (ajustamento, desajustamento e conflito) têm impactos distintos no stress ocupacional experienciado pelos guardas prisionais entrevistados, nomeadamente: o ajustamento subjetivo está associado ao eustress, o desajustamento não está diretamente relacionado com stress ocupacional, e o conflito de valores está associado à perceção de distress. Os resultados encontrados permitem reflexões importantes acerca da cultura organizacional, uma vez que se constatou que os valores são um elemento crítico das organizações prisionais, relacionando-se com a vivência de stress ocupacional em guardas prisionais. Assim, considera-se que os estabelecimentos prisionais deverão considerar a congruência de valores, aquando os processos de seleção e socialização, de modo a prevenir as consequências derivadas da incongruência de valores.
dc.language.isopor
dc.rightsrestrictedAccess
dc.subjectPsicologia
dc.subjectPsychology
dc.titleO valor dos valores: a congruência de valores e o stress ocupacional em guardas prisionais
dc.typeDissertação
dc.contributor.uportoFaculdade de Psicologia e de Ciências da Educação
dc.identifier.doi10.34626/2mg4-e368
dc.identifier.tid201718413
dc.subject.fosCiências sociais::Psicologia
dc.subject.fosSocial sciences::Psychology
thesis.degree.disciplineMestrado Integrado em Psicologia
thesis.degree.grantorFaculdade de Psicologia e de Ciências da Educação
thesis.degree.grantorUniversidade do Porto
thesis.degree.level1
Appears in Collections:FPCEUP - Dissertação

Files in This Item:
File Description SizeFormat 
197892.pdf
  Restricted Access
O valor dos valores: a congruência de valores e o stress ocupacional em guardas prisionais1.83 MBAdobe PDFView/Open


Items in DSpace are protected by copyright, with all rights reserved, unless otherwise indicated.