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https://hdl.handle.net/10216/104967| Author(s): | Inês Afonso Caetano dos Santos |
| Title: | The relationship between burnout and engagement in early career police officers |
| Issue Date: | 2017-06-27 |
| Description: | Ser elemento de uma força policial implica ter sido submetido a um período de treino físico e psicológico no qual as capacidades devem ser desenvolvidas sob situações altamente exigentes. Assim, espera-se que o polícia recruta adquira habilidades que irão permitir-lhe enfrentar com sucesso uma atividade profissional stressante. Além disso, espera-se que os policiais se sintam envolvidos/motivados (engagement) com o seu trabalho, protegendo-se do burnout como reação ao stress crónico no trabalho. Se entendermos a relação entre burnout e engagement no início da carreira policial, poderemos fornecer mais informações que permitam a estes profissionais desenvolver estratégias eficientes para lidar com as rigorosas exigências do trabalho que estão frequentemente presentes nesta ocupação de alto risco. Este estudo pretende identificar os níveis de burnout e de engagement em polícias recrutas, as relações entre estas duas variáveis e o impacto da idade e do sexo. Os dados foram recolhidos de uma amostra não-probabilística de 480 agentes de polícia da PSP (Polícia de Segurança Pública), que trabalhavam em Lisboa durante o primeiro semestre, após um período de treino como recrutas, estando, assim, no início da sua carreira. A idade variou entre os 21 e os 31 anos, sendo 90% dos participantes do sexo masculino. Um breve questionário sociodemográfico foi aplicado, inquirindo apenas a idade e sexo, seguido pelas versões portuguesa do Maslach Burnout Inventory - Human Services Survey e da Utrecht Work Engagement Scale. Os resultados revelaram níveis moderados de burnout e elevados níveis de engagement, com correlações negativas significativas, exceto para a dimensão de realização pessoal. Também se constatou que, mais do que a idade, o engagement é um preditor significativo do burnout, sendo o vigor o mais forte preditor. Por outro lado, o burnout é o principal preditor do engagement, sendo a exaustão emocional o preditor mais forte. No geral, o engagement prevê 3% a 25% de burnout, enquanto que o burnout prevê 27% a 33% do engagement. O estudo pode contribuir para alertar para os estados emocionais dos elementos policiais, reunindo mais conhecimento para evitar o burnout e promover o engagement, bem como para realçar a relação entre burnout e engagement. Os resultados sugerem que o engagement é mais afetado pelo burnout do que é um fator protetor deste. |
| Subject: | Psicologia Psychology |
| Scientific areas: | Ciências sociais::Psicologia Social sciences::Psychology |
| DOI: | 10.34626/wsz9-pe12 |
| TID identifier: | 201718472 |
| URI: | https://hdl.handle.net/10216/104967 |
| Document Type: | Dissertação |
| Rights: | restrictedAccess |
| Appears in Collections: | FPCEUP - Dissertação |
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