Please use this identifier to cite or link to this item: https://hdl.handle.net/10216/102544
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dc.creatorFernando Veloso Gomes
dc.date.accessioned2022-09-07T07:47:28Z-
dc.date.available2022-09-07T07:47:28Z-
dc.date.issued2015
dc.identifier.othersigarra:179741
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/10216/102544-
dc.descriptionNas zonas costeiras da europa ocidental e em particular na costa portuguesa, o inverno de 2013/14 foi caracterizado por uma elevada tempestuosidade no mar a que se poderá associar um período de retorno superior a 40 anos. Essa tempestuosidade em Portugal foi evidenciada pelo registo de mais de uma dezena de temporais, ondas máximas da ordem dos 15 m, ondas significativas superiores a 9 m, sobrelevações meteorológicas do nível médio do mar superiores a 1 m, períodos de onda superiores a 20 s e ventos fortes atuando sobre praias fragilizadas pela progressiva perda sedimentar. Muitos cidadãos registaram, em tempo real, imagens de fenómenos que no passado não eram tão abundantemente documentados. A comunicação social noticiou muitos eventos, empolando os acontecimentos a nível das consequências. Estes fenómenos extremos são um sinal de que existe uma natural variabilidade climática que é "esquecida" mas que tem de estar presente nos instrumentos de ordenamento do território através de medidas prevenção e de adaptação. Intervenções antropogénicas, locais ou regionais, relativamente recentes agudizam as consequências destes fenómenos extremos. Apresentam-se exemplos que sustentam esta afirmação. Os eventos do inverno 2013/14 reforçam a necessidade operacionalizar a Estratégia Integrada para as Zonas Costeiras porque as questões de segurança patrimonial, os valores naturais e as atividades económicas associadas a estas zonas são essenciais para o País. Na comunicação apresentam-se situações críticas, ensinamentos e potenciais medidas de mitigação e de adaptação. A monitorização bem como a avaliação e gestão dos riscos costeiros e a operacionalização das intervenções aprovadas deverão constituir prioridades. Em cenários de alterações climáticas (ações antropogénicas a uma escala global), os acontecimentos extremos (intensidade e duração de temporais, inundações, alterações morfológicas) poderão passar a ser mais frequentes. A maioria das medidas de mitigação e de adaptação à variabilidade climática das zonas costeiras e às ações antropogénicas locais e regionais também são válidas como medidas de adaptação às alterações climáticas.
dc.language.isopor
dc.relation.ispartofhttp://www.evolvedoc.com.br/silusba/detalhes
dc.rightsopenAccess
dc.titleConsequências e ensinamentos da ocorrência de extremos na zona costeira portuguesa no inverno de 2013/2014
dc.typeArtigo em Livro de Atas de Conferência Internacional
dc.contributor.uportoFaculdade de Engenharia
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