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https://hdl.handle.net/10216/96317| Autor(es): | João Marques Teixeira M. Carvalho A. Moreira C. Pinho |
| Título: | Se alguém tiver uma proposta para representação |
| Data de publicação: | 2000 |
| Descrição: | Tendo em conta os aspectos específicos do Psicodrama orientado segundo o modelo da terapia centrada no cliente e considerando que a representação é o aspecto central e comum a qualquer grupo psicodramático, independentemente do modelo que o suporta, os autores desenvolveram uma investigação com vista ao esclarecimento da seguinte questão: como é que os psicodramatistas-facilitadores e os clientes representam para si próprios este operador central nos grupos psicodramáticos centrados no cliente? Esta mesma questão liga-se a uma outra, relacionada com o modo como os psicodramatistas-facilitadores abrem, em termos de expressão verbal, uma sessão de psicodrama que possa induzir um específico desenvolvimento do grupo relativamente à representação. Especialmente, qual é o impacto de uma expressão no tempo condicional, como a seguinte: "...se alguém tiver uma proposta para representação...", ou uma expressão no tempo interrogativo, como a seguinte: "alguém tem uma proposta para representação?". Foram usadas as gravações em vídeo das sessões de um grupo de psicodrama segundo o modelo da terapia centrada no cliente, com doentes de uma consulta externa de um Hospital Psiquiátrico, para se obterem as transcrições de todas as referências a "representação", expressas quer pelos clientes quer pelos psicodramatistas-facilitadores. Foi efectuada uma análise de conteúdo sobre os símbolos codificados a partir daquelas transcrições. Os resultados sugerem que os psicodramatistasfacilitadores e os clientes elaboram representações mentais da "representação" de diferentes modos: os primeiros expressam-na como uma proposta ou possibilidade, enquanto que os últimos expressam-na como uma dificuldade. Esta mesma dificuldade foi expressa em termos de espacialidade da representação, o que levou os autores a concluírem a necessidade específica de uma compreensão e integração adequadas, pelos psicodramatistas-facilitadores, do papel da "espacialidade" deste tipo particular de grupos. Essa compreensão e integração poderá permitir reformulações mais claras e perceptíveis sobre a possibilidade de os clientes procederem a transacções entre o espaço real e o espaço imaginário. Finalmente, os autores concluíram que o modo como a abertura das sessões é feito, em termos da sua expressão verbal, tem um impacto especial na cultura do grupo, o qual pode influenciar o próprio processo de representação. |
| URI: | https://hdl.handle.net/10216/96317 |
| Tipo de Documento: | Artigo em Revista Científica Nacional |
| Condições de Acesso: | restrictedAccess |
| Aparece nas coleções: | FPCEUP - Artigo em Revista Científica Nacional |
Ficheiros deste registo:
| Ficheiro | Descrição | Tamanho | Formato | |
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