Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10216/90574
Author(s): Maria Inês Morujão Sarmento Beires
Title: (Es)passos no Tempo: memória em arquitetura
Issue Date: 2013-11-05
Abstract: "In a society marked by the globalization, where everything seems possible and available, Iconsider memory as a privileged place for the architect"Renewing the meaning of Mario's Botta sentence in the context of a society wherespeed erases the inner times in the urgent need of a nearby future, the need for finding theright place for the past becomes progressively more relevant. Therefore, this works stands inthe premise of memory as an underpinning feature of a society, motor of human both identityand creativity, and validating it as an instrument for the most varied arts, modern andcontemporary ones.Following the memory's definition according to its interdisciplinary (including fieldsof Medicine, Philosophy, History, among others), this essay analysis the role that memoryplays in the different kind of arts, organizing them into a successive approach onto the art ofspace, fundamental field and objective of this thesis.Considering some indispensable notions such as Time(s), Space, Memory, Forgettingand Imagination, certain questions are weighted in the reasoning of this work: How, in fact,can memory influence the artistic and contemporary processes? What is the role ofarchitecture in this procedure of memory's creation and interpretation? And how doesmemory relate to the intimacy of an inhabitant and, simultaneously, to his insertion in thecontext of a given culture or society? How can time(s) (co)inhabit in the art of space?Finally, emphasizing the relevance of memory as an essential instrument - from boththe artist's and the interpreter's point of view - in the artistic process as Eco's "open work",this research will focus in its actual implication in Architecture's domain. Choosing EduardoSouto de Moura's house in Moledo to validate the constructed arguments, the last chapteraims to establish a counterpoint between an autobiographic experience of the house by myliving memories and the distanced judgment of the experience, now from an architecturalpoint of view.Understanding that trough the conscience of the past one can incite the creativity of apresent, and an identity to built the future, this thesis renews the intimate relationshipbetween memory, dreams and imagination in the architecture of both buildings and life.Remembering the words of Alvaro Siza, "Imagine means remembering what memory haswritten inside us."
Description: "Dans une société marquée par la mondialisation, où tout semble possible etdisponible, je considère la mémoire comme un espace privilégié pour l'architecte".1Retomando a ideia presente nesta frase de Mário Botta, no contexto de uma sociedadeonde a velocidade dilui os entretempos em prol da necessidade urgente de futuro próximo,encontrar o lugar do passado torna-se cada vez mais relevante. Assim, o trabalhodesenvolvido assenta na premissa da memória enquanto alicerce de uma sociedade, motor deidentidade e criatividade humanas, validando-a como instrumento nas mais variadasproduções artísticas, modernas e contemporâneas. Partindo de uma definição de memóriasegundo a interdisciplinaridade que a define (contemplando as áreas da Medicina, Filosofia,História, entre outras), estruturar-se-á uma análise do papel que a memória desempenhaquando adaptada aos diferentes tipos e suportes artísticos, estes organizados numa sucessivaaproximação até à arte última do espaço, campo e objetivo fundamental desta tese.Considerando certas noções indispensáveis como Tempo(s), Espaço, Memória,Esquecimento e Imaginação, ponderam-se questões fundamentais ao argumento dosraciocínios: De que maneira pode, de facto, a memória influenciar os processos artísticoscontemporâneos? E qual o papel da arquitetura nesse processo de criação e interpretação dememórias, relativas à intimidade de um habitante ou à sua inserção no contexto de umadeterminada sociedade ou cultura? Como (co)habitam os tempos na arte do espaço?Finalmente, e insistindo na pertinência da memória como instrumento essencial - querdo artista, quer do intérprete -, e reforçando o processo artístico como obra aberta econiana,incidir-se-á na sua implicação prática com o universo da Arquitetura. Tomando como casoconcreto a casa de Moledo, de Eduardo Souto de Moura, pretende-se um contraponto entre arealidade autobiográfica da casa pelas memórias vividas, e o distanciamento crítico daexperiência, agora sob um ponto de vista arquitetónico.Entendendo que é na consciência do passado que se incita a criatividade de umpresente e a identidade para a construção de futuro, pretende-se reiterar a relação íntima entrememória, sonho e imaginação, na arquitetura das coisas, do homem, e da vida. Lembrando aspalavras do mestre Álvaro Siza, "Imaginar significa recordar aquilo que a memória escreveudentro de nós".
Subject: Artes
Arts
Call Number: 23655
URI: http://hdl.handle.net/10216/90574
Document Type: Dissertação
Rights: restrictedAccess
Appears in Collections:FAUP - Dissertação

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