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https://hdl.handle.net/10216/84740Full metadata record
| DC Field | Value | Language |
|---|---|---|
| dc.creator | Meirinhos, José | |
| dc.creator | Tunhas, Paulo | |
| dc.date.accessioned | 2022-09-10T15:18:51Z | - |
| dc.date.available | 2022-09-10T15:18:51Z | - |
| dc.date.issued | 2014 | |
| dc.identifier.issn | 0871-1658 | |
| dc.identifier.other | sigarra:109874 | |
| dc.identifier.uri | https://hdl.handle.net/10216/84740 | - |
| dc.description.abstract | O dinamarquês Søren Aabye Kierkegaard é um dos mais originais e influentes filósofos do século XIX. Schopenhauer, Kierkegaard, Marx, Nietzsche, representam talvez as mais importantes vias de reação ou desenvolvimento do pensamento de Hegel. Søren Aabye Kierkegaard, nasceu a 5 de maio de 1813 e morreu a 11 de novembro de 1855. Polímata, autor de uma obra profundamente religiosa e especulativa, situa-se entre a filosofia e a teologia, em posição crítica da sociedade e do lugar que nela ocupa a religião instituída e o diálogo com a tradição. Os textos que publicou em vida são sobretudo de intervenção e polémica pública, recusando qualquer aspiração sistemática para uma obra que assinou sob vários nomes e deixou em grande parte inédita. O descentramento do sistema expressase também pela pseudonímia que usou abundantemente, assinando a partir de 1843 os seus textos com nomes inesperados para os quais criou identidades distintivas que mantinha, aperfeiçoava e multiplicava. Apesar dos poucos leitores e do pouco sucesso literário que teve em vida, o que seguramente aprofundava a sua amarga relação com a indiferença, publicou muito sob pseudónimo,a que outros seus pseudónimos poderiam responder também publicamente,encenando assim por interpostas personae um pensamento que explorava a contraposição de pontos de vista. A pseudonímia de Kierkegaard é um processo distinto mas tão eficaz quanto a heteronímia que Pessoa viria a inventar, para expressar a dilaceração e a multidão que habita as contradições próprias do pensamento radical, aquele que aprofunda a intimidade com as coisas mesmas de que o pensamento se ocupa. Toda a produção escrita de Kierkegaard pode ser lida como a obra sobre a obra sobre a obra, a vertigem que se alimenta da proliferação e da arrumação em permanência. Começa assim a introdução de Ponto de visto explicativo da minha obra como escritor: Na minha obra cheguei a um ponto onde é possível, onde experimento a necessidade e por conseguinte, considero agora meu dever declarar de uma vez por todas tão francamente, tão abertamente, tão categoricamente quanto possível, em que consiste a produção, o que pretendo ser como autor. (S. Kierkegaard, Ponto de visto explicativo da minha obra como escritor, trad. J. Gama, Ed. 70, Lisboa 1986, p.19). | |
| dc.language.iso | por | |
| dc.rights | openAccess | |
| dc.rights.uri | https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0/ | |
| dc.subject | Filosofia, ética e religião | |
| dc.subject | Philosophy, Ethics and Religion | |
| dc.title | Kierkegaard no Porto, 2013 | |
| dc.type | Artigo em Revista Científica Nacional | |
| dc.contributor.uporto | Faculdade de Letras | |
| dc.subject.fos | Humanidades::Filosofia, ética e religião | |
| dc.subject.fos | Humanities::Philosophy, Ethics and Religion | |
| Appears in Collections: | FLUP - Artigo em Revista Científica Nacional | |
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|---|---|---|---|---|
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