Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10216/80895
Author(s): Pedro Stattmiller Albuquerque Coutinho
Title: Memória participada: um lugar público para a Escarpa das Fontainhas
Issue Date: 2015-11-05
Abstract: The Escarpment of Fontainhas, place of memory and identity, petrifies through granite theessence of Oporto. On a recent past it was densely inhabited and lived; now the degradedhouses are in ruins, forgotten memories of the collapse of 2000. Currently, the last ruins weredemolished by the public work management of Oporto. Former local identity gives place toan existential and interrogative emptiness. A blank and challenging sheet is now exposed: aquestion that craves for an answer.This project designs a public place with its historical and relational identity and aspires toemphasize the memory of the place with the participation of the inhabitants of the two nearestIlhas: Tapada and Maria Vitorina neighbourhoods. Its people are known, theirs storiesheard. An extensive contact with the residents is developed, their needs and desires shared,the skepticism of those who have fought for a better future without success is not forgotten.Voices are old, faces are wrinkled, but within this slowness, children and youth show theirpleasure for these rooted places. Combination of new and old is one of the mottos of theproject. The "right to the center "and its operability are proposed.The drawing is improved through dialogue. Simultaneously, the verticality of the cliff contrastswith the horizontality of the dialogue student/dwellers. This horizontality is also present inthree conversations about social participation with who made this issue part of his life: SérgioFernandez, Álvaro Siza and Alejandro Aravena.The background Douro is the face of hope and the project grows looking at it.
Description: A Escarpa das Fontainhas, lugar de memória e de identidade, petrifica pelo granito aessência da cidade portuense. Outrora mais habitada e consequentemente vivida, partedas casas que nela existiam foram-se degradando em ruínas, resquícios hoje esquecidosdo abandono pós-derrocada do ano 2000. Actualmente, as ruínas que restavam foramdemolidas pela gestão de obras públicas do Porto, e um local outrora identitário dá lugara um vazio existencial que se sustém de forma interrogativa. A folha em branco expõe-se,desafiante. Faz-se dela pergunta, à qual se anseia por dar resposta.O projecto em questão desenha um lugar público identitário, histórico e relacional, que aspiraenfatizar a memória do lugar, participada pelos habitantes das duas ilhas mais próximas àescarpa: o Bairro Tapada e o Bairro Maria Vitorina. As suas gentes são conhecidas, assuas histórias escutadas. Um extenso contacto com os moradores é desenvolvido, as suasnecessidades e desejos partilhados, nunca esquecendo um cepticismo geral de quem jálutou por um futuro melhor sem sucesso. As vozes são velhas, os rostos enrugados, mas,por entre vagarezas, crianças e jovens demonstram o prazer por estes lugares enraizados.O novo e o velho conjugam-se e fazem um dos motes do projecto. O direito ao centro éproposto e a sua operatividade também.Pelo diálogo o esquiço vai-se aprimorando. Em simultâneo, à verticalidade da escarpacontrasta o diálogo horizontal entre estudante e morador. Esta horizontalidade também sepresencia em três conversas sobre participação social, com quem desse tema fez parte dasua vida: Sérgio Fernandez, Álvaro Siza e Alejandro Aravena.O Douro ao fundo é o rosto da esperança, e o projecto cresce a olhar para ele.
Subject: Artes
Arts
TID identifier : 201546140
URI: http://hdl.handle.net/10216/80895
Document Type: Dissertação
Rights: openAccess
License: https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0/
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