Please use this identifier to cite or link to this item: https://hdl.handle.net/10216/80362
Author(s): Jesica Maria Oliveira Jaramillo
Title: Casas do povo, casas de pescadores: a dimnsão arquitectónica de um organismo para desenvolvimento social
Issue Date: 2012-11-09
Abstract: Community meeting Houses and Fishermen Houses constitute basic elements vital to the corporative organisation, supporting the rural and fishing sectors of the portuguese population socially, culturally, educationally and economically. This particular dissertation aims to analyze and reveal the arquitectonic evolution experienced on the buildings of these particular corporative institutions that were legally created as a new political regime settles in Portugal, the Estado Novo. Therefore this study's work field is confined to the first decades of this organisms' legal life, since 1933 until the April 25th revolution, 1974 (even though the investigation process settles between 1933 and the second half of the 1950's), given that it's the most important and emblematic era regarding the evolution and development of Community meeting Houses and Fishermen Houses. The study also intends to stand out as a breakthrough towards the understanding of this buildings' evolution and several transformations until the present moment: however, the developed research regarding recent decades doesn't offer a thorough analysis as it consists on case studies that can structure a whole new investigation. This particular analysis to the institutions' process was supported by specific legislation throughout the goals' description, the study regarding site organization and the Arquitectures promoted by these institutions. The Community meeting Houses began their existence in Portugal during the late 1800's thanks to society supporting associations, even before it was legal. Looked at as an Estado Novo's equipment, the government promoted a standard project designed by Jorge Segurado. The model is perceptible on several headquarters but the arquitectonic diversity traceable on some others leads to a lack of a recognizable image like other government's equipments have. The standard project will receive tough critics, some of them unjustified, mainly from Community meeting Houses' Mensários, a newspaper managed by Junta Central das Casas do Povo (the body that regulated these equipments). The arquitectonic variety derives from the unpredictability that characterizes most local initiatives, other than central, which relates to the fact that this equipment isn't an essential need (education, health, justice, communications), but rather has an distinguished cultural dimension. Then again, regarding Fisherman Houses, although organically similar to Community meeting Houses and so a government's equipment, it seems there's no registry of a standard project or a unifying arquitectonic language. However, the settled aims were better achieved in this case, even serving as an example to some Community meeting Houses' design. In this case, the arquitecture's variety contrasts with the Fisherman House's modest expansion grid, which might justify the standard project's absence and therefore a more creative field of action. This comparative analysis between the two organisms, either as an institution (mainly for a deeper comprehension about goals and fields of action), or from their headquarters' arquitecture, generates a better understanding of the similarities and the differences between these two equipment networks, primarily how arquitecture, political power and institutions articulated themselves throughout the 20th century.
Description: As Casas do Povo e as Casas dos Pescadores eram elementos primários fundamentais da organização corporativa, tendo por objetivo apoiar dentro do contexto social, cultural, educacional e económico a população portuguesa, respetivamente a rural e a piscatória. A presente dissertação pretende analisar e dar a conhecer a evolução arquitetónica dos edifícios destas instituições corporativas, que surgiram legalmente com a instituição do regime político do Estado Novo. Assim, aprofundam-se principalmente as primeiras décadas de vida legal destes organismos, desde 1933 até a Revolução de 25 de Abril de 1974 (ainda que a investigação se detém particularmente entre 1933 e a segunda metade da década de 1950), tendo sido esta a época mais importante e emblemática para a evolução e desenvolvimento das Casas do Povo e das Casas dos Pescadores. O trabalho procura ainda avançar na percepção da evolução e das transformações que estas instituições e respetivos edifícios sofrem até ao momento actual; contudo, a análise das décadas mais recentes não é exaustiva nem totalmente sistematizada, decorrendo antes do estudo de casos, podendo constituir por si só uma outra investigação. O processo destas instituições foi analisado através da legislação, passando pela descrição dos objetivos, pela análise da organização territorial, até chegar às Arquiteturas que estas instituições adquiriram ou fomentaram. As Casas do Povo, já a partir dos finais do século XIX, e mesmo antes de serem legalmente incentivada a sua fundação, surgiam em Portugal através da iniciativa civil como associações de apoio à comunidade. Enquanto equipamento do Estado Novo, o governo desenvolveu um projeto-tipo, da autoria do arquiteto Jorge Segurado. Verifica-se a sua implementação em várias sedes mas também uma grande heterogeneidade arquitectónica em tantas outras, não apresentando este equipamento uma imagem imediatamente identificável como ocorre com outros equipamentos. O projeto-tipo receberá duras críticas, algumas sem fundamento, essencialmente por parte dos Mensários das Casas do Povo, jornal dirigido pela Junta Central das Casas do Povo. A diversidade arquitectónica decorrerá do pressuposto de se tratar de uma iniciativa local, e não central, natureza com a qual converge o facto deste equipamento não corresponder a uma necessidade reconhecida como essencial (educação, saúde, justiça, comunicações), mas antes deter uma dimensão eminentemente cultural. Por outro lado, para as Casas dos Pescadores, embora organicamente similares às Casas do Povo e como tal equipamento do regime, não temos conhecimento da existência de qualquer projeto-tipo, ou linguagem que as unificasse. No entanto os seus objetivos foram melhor cumpridos, servindo em certos aspetos de exemplo às Casas do Povo. A sua arquitetura é mais diversa enquanto a sua rede de expansão mais reduzida, factos que conduzem à hipótese de não se ter justificado um projeto-tipo, que por sua vez propiciou maior liberdade arquitectónica. Da análise paralela destes dois organismos, seja como instituição (primeiramente para compreender os âmbitos de acção e objectivos), seja nas arquitecturas das suas sedes, resulta um melhor entendimento das similitudes e diferenças entre estas duas redes de equipamento, nomeadamente como se articulam, ao longo do século XX, a arquitectura, o poder e as instituições, e a expressão local das comunidades.
Subject: Artes
Arts
Scientific areas: Humanidades::Artes
Humanities::Arts
URI: https://repositorio-aberto.up.pt/handle/10216/80362
Document Type: Dissertação
Rights: openAccess
License: https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0/
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