Please use this identifier to cite or link to this item: https://hdl.handle.net/10216/79031
Author(s): Marinho, Maria de Fátima
Title: A legitimação de (ir)reverência : um século de desafio(s)
Issue Date: 2013
Abstract: The time between 1912 and 2012 comprises periods that are difficult to classify and/or explain in a simple and linear fashion. This conviction leads to an exploration of the importance of rupture but, at the same time, of the undeniable permanence of silent and forgotten codes which continue to operate as manipulations of opinion, reception and discourse. The irreverence of the texts dating from the beginning of the 20th century does not disappear with the end of the avant-garde movements, despite the rise of conservative trends and the seemingly insensitive shift towards ideologies that privilege a clear political commitment. The rise of post-modernism in the last few decades of the 20th century, with all its complexity and ambiguity, implies a redefinition of the concepts of rupture, representation and discourse rewriting, which had hitherto been regarded as stable. These reflections will be explored by resorting to concrete examples of the explicit theoretical break with previous poetics and by testing the validity of this break in the writing of the beginning of the 21st century. The ways of rethinking about and reconfiguring the past will lead to a discussion of the tension between the indisputably seductive challenge of novelty and the deceptive comfort of permanence. This tension clearly emerges in the subject's desire to stabilize an increasingly elusive identity.
Description: A certeza de que o espaço temporal entre 1912 e 2012 corresponde a períodos difíceis de catalogar e/ou de explicar de modo simples e linear leva-nos a indagar da importância da rutura e, simultaneamente, da iniludível permanência de códigos, tácitos, apagados, esquecidos, mas manipuladores de opinião, de receção e de prática discursiva. A irreverência, demonstrada nos textos dos inícios de novecentos, não se esgota nem se aniquila como fim das chamadas vanguardas históricas mesmo se, aparentemente, assistimos a propósitos mais conservadores ou à insensível deslocação das preocupações para ideologias mais apostadas em privilegiar um empenhamento político demasiado óbvio. O aparecimento, nas últimas décadas, do chamado pós-modernismo, com a complexidade (e até ambiguidade) que lhe está associada, implica a redefinição dos conceitos de rutura, representação e reescrita de discursos, até então, considerados estáveis. Será esta a linha de reflexão que levarei a cabo, partindo de exemplos concretos de um teórico corte explícito com poéticas anteriores e testando, em seguida, a sua validade (ou longevidade) na escrita dos inícios do século XXI. Os modos de pensar e atualizar o passado servirão de pretexto para equacionar a tensão existente entre a sedução que o desafio do novo inegavelmente oferece e o conforto que a ilusão de permanência incute no sujeito, ávido de estabilizar uma identidade que sente fugir-lhe.
Subject: Humanidades
Humanities
Scientific areas: Humanidades
Humanities
URI: https://repositorio-aberto.up.pt/handle/10216/79031
Document Type: Artigo em Revista Científica Nacional
Rights: openAccess
License: https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0/
Appears in Collections:FLUP - Artigo em Revista Científica Nacional

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