Please use this identifier to cite or link to this item: https://hdl.handle.net/10216/77211
Author(s): Rita Plácido Carneiro
Title: Casa dentro de casa. A Essência, a Alma e o Refúgio.
Issue Date: 2014-11-05
Abstract: The house is a complex concept that includes in its definition something that goes far beyond its physical valences. More than an object, the house isn't only characterized by its materialization as a body, for it reaches an incorporeal dimension as if it ascribed a soul to it. «The house» is a term laden with emotional resonance, capable of triggering memories and images, desires and fears, the past, the present and future cravings. A home is not something you can conceive on the spur of the moment, because to acquire its essence it has to be inhabited, and only thus can it fulfill its purpose and the source of its identity. For the house to be acknowledged as such, the immaterial dimension that is intrinsic to its definition cannot be declined, since there is no home without the experiences and memories of its inhabitants. Houses are places of intimate rituals and personalized rhythms which write the history of a family and of the individual's adaptation to the world. The same way as the domestic space acquires its essence by being experienced, it also allows us to emphasize and enhance the senses which allow us to understand what surrounds us and thus become an extension of us. Each house is always different, because there aren't two identical houses in the world, just as no two people are alike. The same house is renewed every day, because we, its older inhabitants, yet different every day, renew ourselves in our Selves constantly.
Description: A casa é uma concepção complexa que integra na sua definição algo que vai muito para além das suas valências físicas. Mais do que um objecto, a casa não se caracteriza apenas pela sua materialização enquanto corpo, pois atinge uma dimensão incorpórea que como que lhe garante uma alma. É um termo carregado de ressonância afectiva, capaz de desencadear memórias e imagens, desejos e receios, o passado, o presente e as ânsias do futuro. Uma casa não é algo que se consiga conceber de um momento para o outro, porque para adquirir a sua essência tem de ser habitada e só assim poderá ter por cumprido o seu propósito e a formação da sua identidade. Para que a casa se possa reconhecer como tal, não pode ser declinada a dimensão imaterial que lhe é intrínseca na sua definição, uma vez que não há casa sem as vivências e as memórias de quem a habita. As casas são lugares de rituais íntimos e ritmos personalizados que vão escrevendo a história de uma família e a adaptação do indivíduo ao mundo. Do mesmo modo que o espaço doméstico adquire a sua essência sendo vivenciado, também permite enaltecer e potenciar os sentidos pelos quais percebemos o que nos rodeia e assim tornar-se no nosso prolongamento. Cada casa é sempre diferente, pois não há no mundo duas casas que sejam idênticas, do mesmo modo que não há duas pessoas iguais. A mesma casa todos os dias se renova, porque nós, sempre outros, velhos habitantes, renovamo-nos nos nossos Eus constantemente.
Subject: Artes
Arts
Scientific areas: Humanidades::Artes
Humanities::Arts
DOI: 10.34626/scpa-1q17
TID identifier: 201546345
URI: https://hdl.handle.net/10216/77211
Document Type: Dissertação
Rights: openAccess
License: https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0/
Appears in Collections:FAUP - Dissertação

Files in This Item:
File Description SizeFormat 
33331.pdfCasa dentro de casa. A Essência, a Alma e o Refúgio.66.8 MBAdobe PDFThumbnail
View/Open


This item is licensed under a Creative Commons License Creative Commons