Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10216/76339
Author(s): Helena Madureira
Title: Processos de transformação da estrutura verde do Porto
Issue Date: 2001
Abstract: The presence of a vegetal coverage in cities cannot be a mere residual conse-quence of urban planning. The relevance of the functions it performs as an envi-ronmental amenity, as leisure support and as one of the essential components of urban morphology requires a perspective of intervention aiming to enhance those functions on the urban tissue. With the present thesis we want to carry a reflection on the evolution of the green structure in urban areas, centring the analysis in the specific case of Oporto, con-sidering those three functions we think fundamental. We have focused our analysis, essentially, on the confrontation of two time landmarks, the final years of the nineteenth century, when Oporto urban structure reflect the first changes decurrent of the Industrial Revolution, and present days, the final of the twentieth century, when the city overcomes its administrative limits evolving to a metropolitan structure.Recognising that urban green structure on its multiple functions - environmental, recreative and formal - we thought it would be imprescindable the full perception of Oporto green spaces on those two time landmarks. Using the «Carta Topographica da Cidade do Porto» draw by A.G. Telles Ferreira (1892) and the orthophotomaps of Oporto (pages 122 I-IV, Instituto Geográfico do Exército, 1995), we proceeded to the full digitalisation of what we consider to be the different typologies of green urban structure: agricultural spaces, arborized spaces, green spaces associated to edification, public gardens and parks, arborized streets and cemeteries.The construction of these two cartographic bases allowed us to confront the Oporto's green structure on those two historical contexts, inducing the search of the main explanative processes of its transformation.On the end of the nineteenth century Oporto already reflected the urban develop-ment induced by the industrialisation but nevertheless was still a city profoundly «green». Green on the enormous rural belt that surrounded its small urban spot, green on the interior of the neighbourhoods of its new expansions, green on the non negligeable number of public gardens that served the city.A context well different of the one found in 1995. The diminution of the available green in the city is flagrant. If one century ago the green occupied more than 75% of the territory surface (3.044 ha), actually it occupies less than 30% (1.164 ha) of the same surface, representing one diminution of about 60%. The diminution of the green presence in the city constitutes one inevitable process when we know that one century ago the city was still not very urbanized and that it was on the twentieth century that the urbanised spot extended to all its territory. We do not put in ques-tion, therefore, the fatal diminution of the green associated to a desirable process of the urban development. The forms this urban development assumed - resulting mainly from an inefficient planning - and their repercussions on the green structure - which was seldom integrated on planning processes - is what, in our point of view, must be questioned, namely because they are responsible for one main characteristic of the present green structure: its high fragmentation and discontinuity.
Description: A presença da cobertura vegetal na cidade não pode constituir uma mera conse-quência residual do planeamento urbano. O reconhecimento das funções que desempenha como amenidade ambiental, como suporte de recreio e lazer e como uma das componentes essenciais da morfologia urbana, exige uma perspectiva de intervenção que tenha em vista potenciar as suas funções no tecido urbano.Com a presente tese pretendemos reflectir sobre a evolução da cobertura vegetal em áreas urbanas, centrando a análise no caso específico do concelho do Porto, encarando-a segundo essas três funções que julgamos essenciais. Focalizámos, essencialmente, a nossa análise no confronto de dois marcos temporais, o final do século XIX, quando a estrutura urbana portuense reflecte as primeiras modificações decorrentes da Revolução Industrial, e a actualidade, o final do século XX, quando a cidade já ultrapassa os seus limites administrativos evoluindo para uma estruturação metropolitana.Reconhecendo que a cobertura vegetal nos meios urbanos tem de ser perspecti-vada nas suas variadas funções  ambientais, recreativas e formais , entendemos que seria imprescindível o reconhecimento integral da cobertura vegetal do conce-lho do Porto nesses dois marcos temporais. Utilizando a «Carta Topographica da Cidade do Porto» de A.G. Telles Ferreira (1892) e as ortofotocartas correspondentes ao Concelho do Porto (folhas 122 I-IV, Instituto Geográfico do Exército, 1995), procedemos à digitalização integral do que consideramos constituírem as diferen-tes tipologias de cobertura vegetal na cidade: verde agrícola, verde arborizado, verde associado à edificação, jardins e parques públicos, ruas arborizadas e cemi-térios.A construção destas duas bases cartográficas permitiu-nos confrontar a estrutura-ção da cobertura vegetal do concelho do Porto nos dois contextos históricos, induzindo a procura dos principais processos explicativos da sua transformação.O Porto de finais do século XIX, ainda que reflectindo já os desenvolvimentos urbanos proporcionados pela industrialização, era ainda uma cidade profundamente «verde». Verde na enorme cintura rural que rodeava a sua ainda pequena mancha urbanizada, verde no interior dos quarteirões das novas expansões, verde no não negligenciável número de jardins públicos que serviam a cidade.Contexto bem diferenciado daquele encontrado para 1995. A diminuição do verde disponível na cidade é flagrante. Se há um século o verde ocupava mais de 75% da superfície do território (3.044 ha), na actualidade ocupa menos de 30% da mesma superfície (1.164 ha), representando uma diminuição na ordem dos 60%. A diminuição da presença do verde na cidade constitui um processo inevitável quando sabemos que há um século atrás o concelho era ainda muito pouco urbanizado e que foi no século XX que a mancha urbanizada se estendeu a todo o seu território. Não questionamos, portanto, a fatal diminuição do verde associada a um desejável processo de desenvolvimento urbano. As formas que esse desenvolvimento urbano assumiu  resultantes maioritariamente da inoperacionalidade do planeamento  e suas repercussões para a estrutura do verde  que raramente foi integrada nos processos de planeamento  é que, no nosso ponto de vista, deverão ser questionadas, nomeadamente por serem responsáveis por umas das principais características da estruturação do verde na actualidade: a sua elevada fragmentação e descontinuidade.
Subject: Ecologia humana, Geografia, Outras ciências sociais
URI: http://hdl.handle.net/10216/76339
Document Type: Dissertação
Rights: openAccess
License: https://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0/
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