Please use this identifier to cite or link to this item: https://hdl.handle.net/10216/57231
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dc.creatorAna Silva Fernandes
dc.date.accessioned2022-09-15T00:45:17Z-
dc.date.available2022-09-15T00:45:17Z-
dc.date.issued2011
dc.identifier.othersigarra:46189
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/10216/57231-
dc.description"Coração da ilha, núcleo de irradiação para o interior, centro comercial, sede do Cabido e da governação, a cidade de São Tomé havia de reflectir as expansões e contracções das vicissitudes históricas e económicas por que a ilha passou." [Tenreiro, 1961: 203] São Tomé e Príncipe, apesar da sua reduzida dimensão territorial e populacional, apresenta uma interessante diversidade de fenómenos de ocupação, reflexo das mutações decorrentes dos diferentes ciclos económicos e opções estratégicas tomadas ao longo de cinco séculos de colonização, passando pelo processo de independência até à contemporaneidade. Num percurso que se estende das primeiras ocupações à produção sacarina, da liderança económica mundial de exportações do cacau, aos processos de modernização até à actual condição de micro-Estado em desenvolvimento, o território constitui um elemento em constante interacção. Analisando as diferentes características e padrões de ocupação territorial - a malha urbana, mas também a sua relação com a roça (empresa agrícola), a vila ou o luchan (lugar, assentamento) - serão discutidos mecanismos adoptados nos sucessivos desafios que se foram interpondo à acção humana: da conquista ao mato da área para urbanizar e da luta para superação de condições de insalubridade, da cidade do açúcar e dos escravos à "cidade adormecida" [Tenreiro, 1961: 204], do período de pousio económico que antecedeu o boom do cacau e a elevação de São Tomé ao estatuto de "pérola do Atlântico", até aos sucessivos planos de modernização e dinâmicas de urbanização, da independência até aos nossos dias. As estratégias de ocupação, as relações socioeconómicas, o património herdado e as formas da sua apropriação materializam no espaço as lutas e relações do tempo. Actualmente, mais de metade da população vive em São Tomé e Príncipe abaixo do limiar de pobreza, agravando a dificuldade do habitualmente complexo processo de planeamento territorial. As áreas de assentamento informal e as carências habitacionais, a dificuldade na monitorização do território, o regime de propriedade, a dependência de financiamento externo, a escassez de recursos humanos e meios técnicos, e a pluralidade de agentes intervenientes no processo de construção e intervenção no ambiente construído, constituem apenas alguns dos actuais desafios a serem enfrentados. Nesta apresentação pretendem-se assim expor e debater as múltiplas heranças materializadas no território e na malha urbana de São Tomé, discutindo expectativas e percursos.
dc.language.isopor
dc.relation.ispartofCidades da África Lusófona
dc.rightsopenAccess
dc.rights.urihttps://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0/
dc.subjectEstudos sobre o Terceiro Mundo, Arquitectura, Artes
dc.subjectThird world studies, Architecture, Arts
dc.titleCidade de São Tomé: evolução, actualidade e desafios
dc.typeResumo de Comunicação em Conferência Nacional
dc.contributor.uportoFaculdade de Arquitectura
dc.subject.fosHumanidades::Artes
dc.subject.fosHumanities::Arts
Appears in Collections:FAUP - Resumo de Comunicação em Conferência Nacional

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