Please use this identifier to cite or link to this item: https://hdl.handle.net/10216/56555
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dc.creatorRui Jorge Garcia Ramos
dc.date.accessioned2022-09-09T05:31:02Z-
dc.date.available2022-09-09T05:31:02Z-
dc.date.issued2010
dc.identifier.othersigarra:46271
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/10216/56555-
dc.descriptionNo início do século XX, as arquitecturas de Ventura Terra (1866-1919) e de Raul Lino (1878-1974) manifestam a disponibilidade moderna para integrar novos valores espaciais e novas práticas na produção do projecto. Estes novos aspectos revelam, por vias distintas na obra destes dois arquitectos, uma formação académica e um exercício profissional actualizados com o debate disciplinar internacional do seu tempo. Nele pode ler-se a conflitualidade entre uma condição de progresso desejada, considerada indispensável à qualificação da vida, e uma reacção à mudança, entendida como perda da identidade cultural. Neste caso as obras de Terra e Lino podem ser assim interpretadas como complementares, ao partilharem a mesma necessidade de reflectir sobre a herança do século XIX e sobre os novos modos de fazer arquitectura, que conduz à preocupação (comum) de encontrar respostas (diversas) para os problemas do seu tempo. A experimentação moderna destes dois autores coabita contudo com os revivalismos oitocentistas e com o nacionalismo, num quadro sociocultural de tal modo inercial, polarizado entre desenvolvimento e subdesenvolvimento, que se manterá sob diferentes aspectos até ao final da década de 60, marcando o século XX português. Ao identificar estes processos dialécticos na arquitectura portuguesa, abre-se a hipótese de reconsiderar a sua história. A releitura critica da obra de Terra e Lino, como pilares de uma dialéctica moderna em 1900, assenta na ideia de que se o eclectismo em arquitectura é invariavelmente atravessado pelo ideal de regeneração da tradição, subjacente a uma olhar idealizado e romântico de uma idade de ouro, também o é pelo ideal de progresso, sustentado na ciência, na inovação e na adequação. Esta interpretação, ao remover os elementos formais e decorativos conotados com os sistemas de desenho do culminar do século XIX, concentra-se na leitura da obra arquitectónica no seu contexto, onde valoriza a essência do dispositivo espacial, as condições da produção do projecto de arquitectura e do seu programa. Esta atitude permite aprofundar, na transição do século XIX para o século XX, a raiz plural da cultura moderna e da sua narrativa arquitectónica que conduzirá ao Movimento Moderno, afirmando a importância singular das obras de Raul Lino e Ventura Terra neste processo.
dc.language.isopor
dc.relation.ispartofCaminhos e identidades da modernidade: 1910, o Edifício Chiado em Coimbra
dc.rightsopenAccess
dc.rights.urihttps://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0/
dc.subjectArquitectura, Artes
dc.subjectArchitecture, Arts
dc.titleSer moderno em 1900: a arquitectura de Ventura Terra e Raul Lino
dc.typeArtigo em Livro de Atas de Conferência Internacional
dc.contributor.uportoFaculdade de Arquitectura
dc.subject.fosHumanidades::Artes
dc.subject.fosHumanities::Arts
Appears in Collections:FAUP - Artigo em Livro de Atas de Conferência Internacional

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