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https://hdl.handle.net/10216/39221Full metadata record
| DC Field | Value | Language |
|---|---|---|
| dc.creator | Santos, Pedro Neves de Carvalho | pt_PT |
| dc.date.accessioned | 2012-01-21T04:20:33Z | - |
| dc.date.available | 2012-01-21T04:20:33Z | - |
| dc.date.issued | 2006 | pt_PT |
| dc.identifier.other | 000175809 | pt_PT |
| dc.identifier.uri | http://hdl.handle.net/10216/39221 | - |
| dc.description.abstract | Durante mais de meio século, o cinema português viveu amordaçado por uma censura férrea que teimava em esconder a realidade. Durante mais de meio século, os documentários portugueses mostravam um país folclórico e afastado da realidade, onde os problemas não existiam e as realidades se escondiam. Mas um dia, a 25 de Abril de 1974, chegou a Revolução. E o cinema soltou amarras para começar a navegar por realidades nunca antes apresentadas. O documentário foi para a rua aos sons das palavras de ordem que clamavam por liberdade. Começou a acompanhar a transformação da sociedade. Começou também ele a transformar-se. Formaram-se cooperativas de cinema, criaram-se Unidades de Produção Cinematográfica. Com uma nova vaga de documentaristas, nasceu o documetário de intervenção. Primeiro cheio de vozes e imagens encantadas, cheio de utopias e sonhos que se revelavam no olhar. Queria educar, intervir, fazer agir, provocar a mudança. queria mostrar tudo o que antes parecia não existir. Filmaram-se projectos de habitação social, vivências comunitárias, ocupações de terras, plenários, greves, manifestações, eleições, tomadas de posse, fábricas em autogestão. Nunca a produção cinematográfica foi tão grande neste país. O cinema reflectia-se na sociedade. E a sociedade reflectia-se no cinema. O grande factor de união entre os cineastas - o antifascismo - entrou em ruptura com a liberdade. Cedo o sonho se desvaneceu. E as imagens encantadas foram substituídas por imagens magoadas. O entusiamo foi dando lugar à lamentação, à introspecção, à reflexão. Em 1980, a Revolução acaba, definitivamente, no documentário de Abril. Hoje, restam as memórias e as imagens do período mais marcante da história do documentarismo português. (...) | pt_PT |
| dc.language | por | pt_PT |
| dc.publisher | Porto : [Edição do Autor] | pt_PT |
| dc.rights | openAccess | pt_PT |
| dc.source.uri | http://aleph.letras.up.pt/F?func=find-b&find_code=SYS&request=000175809 | pt_PT |
| dc.subject | Documentário | pt_PT |
| dc.subject | Revolução - Portugal - 25 de Abril de 1974 | pt_PT |
| dc.title | A intervenção da imagem : encanto e desencanto dos documentaristas da Revolução de Abril (1974-1980) | pt_PT |
| dc.type | Dissertação | pt_PT |
| dc.contributor.uporto | Faculdade de Letras | - |
| dc.identifier.doi | 10.34626/6jt6-wz80 | - |
| thesis.degree.grantor | Faculdade de Letras | - |
| thesis.degree.grantor | Universidade do Porto | - |
| thesis.degree.level | 1 | - |
| dc.identifier.isni | https://isni.org/isni/0000000115269166 | - |
| dc.identifier.ror | https://ror.org/043pwc612 | - |
| Appears in Collections: | FLUP - Dissertação | |
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| File | Description | Size | Format | |
|---|---|---|---|---|
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