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https://hdl.handle.net/10216/174371| Author(s): | Pereira. Elsa |
| Title: | Limiares de originalidade autoral em experiências literárias de composição algorítmica |
| Issue Date: | 2026 |
| Abstract: | Literary experiments with algorithmic writing, which characterise the contemporary digital discourse, descend from a long line of generative retroactions between reading and writing acts, whose distant origins date back to the medieval and the early modern period, with more direct origins in twentieth-century avant-garde movements of the 1920s and the beat generation of William Burroughs, for whom all writing was in fact cut-ups; a collage of words read, (over)heard. This collaborative sense of authorship has been especially appealing to the digital sensibility of recent decades, as more writers turn to computational tools to automatically recombine existing sources and generate probabilistic texts, with or without the subjective input of human composition. More recently, there has also been accelerated progress towards processing a type of Artificial Creative Intelligence, in which men and machines collaborate closely, disrupting romantic notions of authorship, legally anchored in the thresholds of originality. The present article addresses epistemic concerns arising from debates in the international literary scene about generative AI, integrating these discussions into a broader historical perspective on the ongoing conceptual transformations of authorship. |
| Description: | As experiências de composição textual algorítmica, que pontuam o discurso digital contemporâneo, inscrevem-se numa longa linhagem de retroações generativas entre atos de escrita e leitura, cujas origens distantes podemos remontar ao período medieval e ao início da Idade Moderna, com antecedentes mais diretos nas vanguardas novecentistas da década de 1920 e na geração beat de William Burroughs, para quem o texto não passava de uma colagem de palavras (tres)lidas algures. Esta noção colaborativa de autoria tem sido especialmente apelativa à sensibilidade digital das últimas décadas, na medida em que muitos escritores recorrem a programas e ferramentas computacionais para recombinar automaticamente fontes existentes e gerar textos probabilísticos, com ou sem a interferência subjetiva da composição humana. Mais recentemente, têm-se dado também passos acelerados para o processamento de um tipo de Inteligência Criativa Artificial, em que homens e máquinas colaboram intimamente, desestabilizando noções românticas de autoria, legalmente ancoradas no princípio de limiar de originalidade. Este ensaio procura refletir sobre algumas inquietações epistémicas que o debate em torno da IA generativa está a suscitar junto da comunidade literária internacional, integrando-as numa visão histórica abrangente sobre as transformações conceptuais da autoria atualmente em curso |
| DOI: | 10.11606/issn.2236-4242.v39i1p217-233 |
| URI: | https://hdl.handle.net/10216/174371 |
| Document Type: | Artigo em Revista Científica Internacional |
| Rights: | openAccess |
| Appears in Collections: | FLUP - Artigo em Revista Científica Internacional |
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