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https://hdl.handle.net/10216/173939| Author(s): | Inês Silva de Carvalho |
| Title: | Maturação biológica e incidência de lesões. Um estudo em jovens praticantes de futebol |
| Issue Date: | 2025-11-11 |
| Abstract: | Soccer is the most practiced sport in Portugal, with a large proportion of youth participants. Injuries are a key concern for coaches and support staff, not only for their impact on participation but also for their potential repercussions on young athletes' trajectories. Among intrinsic risk factors, biological maturation has been consistently linked to greater vulnerability, although the available evidence remains heterogeneous and at times inconclusive. This study aimed to characterize injuries in youth soccer and examine their association with biological maturation. We conducted a prospective cohort study involving 273 male athletes (U11-U17) followed across three seasons (2021-2022, 2022-2023, and 2023-2024). Anthropometric data (height and weight) were collected, and all injuries were recorded and classified by type, location, and severity. Biological maturation, specifically peak height velocity (PHV), was estimated using the Maturity Offset method, and athletes were categorized as pre‑PHV, at PHV, or post‑PHV. Across the three seasons analyzed, 414 injuries were recorded: 55.8% traumatic and 44.2% overuse. Myalgia/myositis (30.9%) and sprains (16.7%) were the most frequent. Athletes at PHV had a 42% higher injury incidence than their pre‑PHV peers, with no significant differences between pre‑ and post‑PHV groups (p<0.05). During PHV, injury types were evenly distributed (50.6% traumatic and 49.4% overuse), whereas in the pre‑ and post‑PHV phases, traumatic injuries predominated (65.9% and 58.9%, respectively). The likelihood of more severe injuries was also higher during and after PHV than before PHV. The period around PHV appears particularly vulnerable, underscoring the importance of systematic monitoring of biological maturation, individualized management of training load, and prevention programs tailored to each athlete's developmental stage. |
| Description: | O futebol é a modalidade desportiva com mais praticantes em Portugal, com uma elevada representação de atletas infantojuvenis. A ocorrência de lesões representa uma preocupação para os treinadores e o restante staff, não apenas pelo impacto na prática desportiva, mas também pelas potenciais repercussões nas trajetórias destes jovens. Entre os fatores de risco intrínsecos mais discutidos, a maturação biológica, tem sido consistentemente associada a uma maior vulnerabilidade, ainda que a evidência disponível revele resultados heterogéneos e, por vezes, inconclusivos. Este estudo teve como propósito a caracterização das lesões no futebol infantojuvenil, bem como investigar a sua associação com a maturação biológica. Para tal, foi conduzido um estudo prospetivo de coorte envolvendo 273 atletas do sexo masculino (escalões U11 a U17), acompanhados ao longo de três épocas desportivas (2021-2022, 2022-2023 e 2023-2024). Foram recolhidos dados antropométricos (altura e peso) e registadas todas as lesões ocorridas, que foram classificadas segundo a sua tipologia, localização e gravidade. Para obter informação da maturação biológica mais especificamente do pico de velocidade de altura, recorreu-se à maturação somática, por via do método de estimação "Maturity Offset"e os atletas foram classificados em três grupos: antes do PVA, durante o PVA e após o PVA. Durante as três épocas desportivas analisadas foram registadas 414 lesões. Destas, 55.8% eram traumáticas e 44.2% por sobreuso. As mialgia/miotite (30.9%) e entorses (16.7%) foram as lesões mais frequentes. A análise de associações entre maturação biológica e incidência de lesões mostrou que os atletas durante o PVA têm uma incidência de lesão 42% superior à dos seus pares em fase pré-PVA, mas não foram verificadas diferenças significativas entre os atletas pré- e pós-PVA (p<0.05). Além disso, durante o PVA, observou-se uma distribuição equilibrada do tipo de lesões (50.6% e 49.4% lesões traumáticas e de sobreuso, respetivamente), ao passo que nas outras fases (pré- e pós-PVA) há uma maior incidência de lesões traumáticas (65,9% e 58,9%, respetivamente). Por fim, verificou-se que, durante e pós- PVA, aumenta a probabilidade de ocorrência de lesões de maior gravidade comparativamente com o período pré-PVA. Os resultados mostraram que o período em torno do PVA emerge como uma fase particularmente vulnerável, destacando a importância da monitorização sistemática da maturação biológica, da gestão individualizada da carga de treino e da implementação de programas de prevenção adaptados ao estágio de desenvolvimento de cada atleta. |
| Subject: | Outras ciências sociais Other social sciences |
| Scientific areas: | Ciências sociais::Outras ciências sociais Social sciences::Other social sciences |
| TID identifier: | 204199263 |
| URI: | https://hdl.handle.net/10216/173939 |
| Document Type: | Dissertação |
| Rights: | openAccess |
| Appears in Collections: | FADEUP - Dissertação |
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| 749719.PDF | Maturação biológica e incidência de lesões. Um estudo em jovens praticantes de futebol | 932.52 kB | Adobe PDF | ![]() View/Open |
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