Please use this identifier to cite or link to this item: https://hdl.handle.net/10216/172122
Author(s): Gouveia, Steven S.
Brandolt, Thailize
Title: Democracia, epistocracia e o papel da inteligência artificial na melhoria das decisões democráticas
Issue Date: 2025
Abstract: is article critically examines the epistemic challenges of contemporary democracies and proposes the ethical use of artificial intelligence (AI) as a means to strengthen informed democratic practices, aligning them with certain ideals of epistocracy. Drawing on Plato's classical critique of democracy and the contemporary defense of epistocracy by authors such as Jason Brennan, the article discusses the cognitive limitations that affect the quality of political decisions-including rational ignorance, polarization, cognitive biases, and disinformation-and how these undermine both the legitimacy and the effectiveness of elected governments. Instead of adopting an elitist and exclusionary epistocracy, the article advocates for a more informed democracy, one that combines the democratic ideal of equality with expanded and assisted access to relevant knowledge for political deliberation. AI is presented as a potential ally in this effort, functioning as an enabling infrastructure. The article also critically analyzes the risks of AI, including algorithmic bias, informational manipulation, and the reproduction of inequalities, advocating for an approach attentive to the normative consequences of this technology. Finally, it argues that a more just and informed democracy will only be possible if technologies such as AI are conceived as tools of epistemic justice, oriented not toward replacing but rather strengthening citizens' autonomous political judgment.
Description: Este artigo examina criticamente os desafios epistêmicos das democracias contemporâneas e propõe o uso ético da inteligência artificial (IA) como meio de fortalecer práticas democráticas informadas, alinhando-as a certos ideais da epistocracia. Partindo da crítica clássica de Platão à democracia e da defesa contemporânea da epistocracia por autores como Jason Brennan, discutem-se as limitações cognitivas que afetam a qualidade das decisões políticas, incluindo ignorância racional, polarização, vieses cognitivos e desinformação, e como elas prejudicam tanto a legitimidade quanto a eficácia dos governos eleitos. Em vez de adotar uma epistocracia elitista e excludente, defende-se aqui uma democracia mais informada, capaz de conjugar o ideal democrático de igualdade com o acesso ampliado e assistido ao conhecimento relevante para a deliberação política. A IA é apresentada como possível aliada nesse esforço, funcionando como infraestrutura de capacitação. O artigo também analisa criticamente os riscos da IA, incluindo viés algorítmico, manipulação informacional e reprodução de desigualdades, defendendo uma abordagem atenta às consequências normativas desse tipo de tecnologia. Por fim, sustenta-se que uma democracia mais justa e informada só será possível se tecnologias como a IA forem concebidas como ferramentas de justiça epistêmica, orientadas não à substituição, mas ao fortalecimento do julgamento político autônomo dos cidadãos.
DOI: 10.5212/PraxEduc.v.20.25481.061
URI: https://hdl.handle.net/10216/172122
Document Type: Artigo em Revista Científica Internacional
Rights: openAccess
Appears in Collections:FLUP - Artigo em Revista Científica Internacional

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