Please use this identifier to cite or link to this item:
https://hdl.handle.net/10216/171667| Author(s): | Elena Parnisari |
| Title: | Searching for Equitable, inclusive and caring urban neighbourhoods: measuring children's right to the city through urban design. An urban laboratory in Contumil and Lagarteiro social housing |
| Issue Date: | 2025-11-14 |
| Abstract: | The contemporary urban environment, marked by social, political, and architectural fragmentation, reflects the diverse patterns and levels of involvement among different age and ethnic groups. Public spaces have become fragile environments, disproportionately affecting children and their carers due to socio-spatial inequalities. However, the neighbourhood unit often retains a sense of proximity and co-responsibility, visible in collective actions by diverse communities. Despite the variety of urban planning guidelines available, most public spaces remain unliveable and fail to accommodate minority groups, such as children, older people, immigrants, and women. Children are especially excluded, as their needs are overlooked by policymakers who do not recognise them as active citizens. Historically, children appropriated streets and public spaces for spontaneous play, but today, their activities are often confined to institutionalised settings or playgrounds. Designing public spaces with attention to children's perspectives, considering accessibility, safety, permeability and topography, can create environments accessible to all marginalised groups. Recognising children's natural inclusivity, this approach proposes using their perspective as a reference point to humanise cities, neighbourhoods and public spaces. The research seeks to understand whether children's right to the city can define more inclusive urban programs, starting from exploring co-responsibility in social housing neighbourhoods, considering children as indicators of urban inequality and as determinants of inclusive urban design. Using the participatory action research methodology (PAR), urban diagnostic workshops were implemented in two social housing neighbourhoods, Contumil and Lagarteiro, in Porto, Portugal, with children from 5 to 11 years old, alongside an analysis and methodology application of international programs with shared values from Southern Europe: Albania, Spain and Italy. This approach promotes equitable and caring neighbourhoods, enabling residents to co-create alternatives focused on children in Child-friendly cities | Children's rights | Diagnostic workshops | Participatory action research | Public spaces | Urban studies socially excluded contexts. By considering children as determinants of inclusive urban design, the research explores their potential to guide policies that address socio-spatial inequalities, transforming public spaces into places of empathy and connection. The concept of a child-friendly city emerges as a central theme. By examining smaller urban cells, the neighbourhoods, insights applicable to the broader city context are generated. The methodology of the Urban Laboratory in Porto, the case study of this research, defined as 'learning by playing,' integrates children's habits and dreams into urban diagnostics, with the architect acting as a mediator between children's ideas and the urban fabric. This approach translates children's dreamscapes, an atlas decoding how children move and play in public spaces, into actionable guidelines for policymakers and others committed to a more inclusive vision of city planning. These cartographies reveal children's routines, walking and meeting places, play spaces, and their relationship with the environment. Participatory mapping and storytelling were employed to visualise children's spatial mobility, transcribing their spatial appropriations, fears, and aspirations. Children are thus considered indicators of public space inclusivity, allowing architects and urban planners to interpret spaces and transformations through their needs, fostering universal and inclusive urban planning. The research reframes neighbourliness as a collective manifestation of public space by understanding children's socialisation and everyday lives within the neighbourhood scale. Urban design profoundly impacts children's daily lives, particularly within diverse communities where their right to participate remains unrecognised. Excluded from urban programs and policies due to their lack of economic contribution, children's voices are often absent in city-making processes. However, a child-friendly city, where urban spaces connect with children's needs, requires greater recognition. Decentralised municipalities must act to reshape the built environment, ensuring children's participation goes beyond token gestures. Considering children as public connectors and indicators of urban inequality, the research highlights their ability to foster inclusion. As inherently inclusive beings, children do not perpetuate ethnic segregation. Their involvement can create a more cohesive urban community, challenging stigma through meaningful policies. By integrating children's perspectives, urban design can establish pragmatic responses to improve community life, creating a built environment that embraces cultural diversity and fosters inclusive neighbourhoods. |
| Description: | O ambiente urbano contemporâneo, marcado pela fragmentação social, política e arquitetónica, reflete os diversos padrões e níveis de envolvimento entre diferentes grupos etários e étnicos. Os espaços públicos tornaram-se ambientes frágeis, afetando desproporcionadamente as crianças e os seus cuidadores devido às desigualdades socio-espaciais. No entanto, a unidade de vizinhança mantém frequentemente um sentido de proximidade e de corresponsabilidade, visível nas ações coletivas de diversas comunidades. Apesar da variedade de diretrizes de planeamento urbano disponíveis, a maioria dos espaços públicos continua a não ser habitável e não consegue acomodar grupos minoritários, como as crianças, os idosos, os imigrantes e as mulheres. As crianças são especialmente excluídas, uma vez que as suas necessidades são ignoradas pelos decisores políticos que não as reconhecem como cidadãos ativos. Historicamente, as crianças apropriavam-se das ruas e dos espaços públicos para brincadeiras espontâneas, mas, atualmente, as suas atividades estão muitas vezes confinadas a ambientes institucionalizados ou a parques infantis. Projetar espaços públicos tendo em conta a perspetiva das crianças, considerando a acessibilidade, a segurança, a permeabilidade e a topografia, pode criar ambientes acessíveis a todos os grupos marginalizados. Reconhecendo a inclusão natural das crianças, esta abordagem propõe a utilização da perspetiva destas como ponto de referência para humanizar as cidades, os bairros e os espaços públicos. A investigação procura perceber se o direito das crianças à cidade pode definir programas urbanos mais inclusivos, começando por explorar a corresponsabilidade em bairros de habitação social, considerando as crianças como indicadores de desigualdade urbana e como determinantes do desenho urbano inclusivo. Utilizando a metodologia de investigação-ação participativa (PAR), foram realizados workshops de diagnóstico urbano em dois bairros de habitação social, Contumil e Lagarteiro, no Porto, Portugal, com crianças dos 5 aos 11 anos de idade, a par de uma análise e aplicação metodológica de programas internacionais, com valores partilhados, do Sul da Europa: Albânia, Espanha e Itália. Esta abordagem promove bairros equitativos e solidários, permitindo aos residentes co-criar alternativas centradas nas crianças em contextos de exclusão social. Ao considerar as crianças como determinantes do desenho urbano inclusivo, a investigação explora o seu potencial para orientar políticas que abordem as desigualdades socio-espaciais, transformando os espaços públicos em locais de empatia e de ligação. O conceito de uma cidade amiga das crianças surge como um tema central. Através da análise de células urbanas mais pequenas, os bairros, são gerados entendimentos aplicáveis ao contexto mais alargado da cidade. A metodologia do Laboratório Urbano do Porto, o estudo de caso desta investigação, designada como "aprender brincando", integra os hábitos e sonhos das crianças no diagnóstico urbano, com o arquiteto a atuar como mediador entre as ideias das crianças e o tecido urbano. Esta abordagem traduz as paisagens de sonho das crianças, um atlas que descodifica a forma como as crianças se movimentam e brincam nos espaços públicos, transformando-as em orientações práticas para decisores políticos, e outros, empenhados numa visão mais inclusiva do planeamento urbano. Estas cartografias revelam as rotinas das crianças, os locais de passeio e de encontro, os espaços para brincar e a sua relação com o ambiente. A cartografia participativa e o storytelling (contar histórias) foram utilizados para visualizar a mobilidade espacial das crianças, transcrevendo as suas apropriações, os seus medos e as suas aspirações. As crianças são, assim, consideradas indicadores de inclusão do espaço público, permitindo aos arquitetos e urbanistas interpretar os espaços e as transformações através das suas necessidades, promovendo um planeamento urbano universal e inclusivo. A investigação reformula o conceito de vizinhança como uma manifestação coletiva do espaço público, compreendendo a socialização e a vida quotidiana das crianças à escala do bairro. O desenho urbano tem um impacto profundo na vida quotidiana das crianças, particularmente em diversas comunidades onde o seu direito a participar continua a não ser reconhecido. Excluídas dos programas e das políticas urbanas devido à sua falta de contribuição económica, as vozes das crianças estão muitas vezes ausentes dos processos de construção de cidade. No entanto, uma cidade amiga das crianças, onde os espaços urbanos consideram as necessidades das crianças, requer um maior reconhecimento. As administrações descentralizadas dos municípios devem atuar no sentido de remodelar o ambiente construído, assegurando que a participação das crianças não se limite a gestos simbólicos. Considerando as crianças como conectores públicos e indicadores de desigualdade urbana, a investigação destaca a capacidade destas para promover a inclusão. Como seres inerentemente inclusivos, as crianças não perpetuam a segregação étnica. O seu envolvimento pode criar uma comunidade urbana mais coesa, desafiando o estigma através de políticas pertinentes. Ao integrar as perspetivas das crianças, o desenho urbano pode estabelecer respostas pragmáticas para melhorar a vida da comunidade, criando um ambiente construído que abraça a diversidade cultural e promove bairros inclusivos. |
| Subject: | Artes Arts |
| Scientific areas: | Humanidades::Artes Humanities::Arts |
| TID identifier: | 101687583 |
| URI: | https://hdl.handle.net/10216/171667 |
| Document Type: | Tese |
| Rights: | openAccess |
| Appears in Collections: | FAUP - Tese |
Files in This Item:
| File | Description | Size | Format | |
|---|---|---|---|---|
| 752490.1.pdf | Searching for equitable, inclusive and caring urban neighbourhoods: measuring children's right to the city through urban design. An urban laboratory in Contumil and Lagarteiro social housing | 311.81 MB | Adobe PDF | ![]() View/Open |
| 752490.pdf | Searching for equitable, inclusive and caring urban neighbourhoods: measuring children's right to the city through urban design. An urban laboratory in Contumil and Lagarteiro social housing | 480.54 MB | Adobe PDF | ![]() View/Open |
Items in DSpace are protected by copyright, with all rights reserved, unless otherwise indicated.

