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https://hdl.handle.net/10216/171136| Author(s): | Eiras, Pedro |
| Title: | De uma dupla ressonância apocalíptica em Titânia, de Mário Cesariny |
| Issue Date: | 2025 |
| Abstract: | Titânia, a "hermetic story" written by Mário Cesarinyin 1953, includes the description of an impressive end of the world. This article aims to test the double advantage of using John's Book of Revelationto read Cesariny's book. On the one hand, Titânia's end of the world glosses and parodies apocalyptic destruction, echoing the imagery of Christian eschatology; on the other hand, both narratives require a game of concealment and unveiling, hermeticism and revelation. Between repetition and difference, we seek to read the two texts together: source and commentary, orthodox religious doctrine and free surrealist drift? This approach also shows how Cesariny's description of the end of the world allows for a political stance, in praise of marginalized characters. |
| Description: | Titânia, uma "história hermética" escrita por Mário Cesariny em 1953, inclui a descrição de um impressionante fim do mundo. Este artigo pretende testar a dupla vantagem de recorrer ao Apocalipsede João para ler o livro de Cesariny. Por um lado, o fim do mundo deTitâniaglosa e parodia a destruição apocalíptica, ecoando o imaginário da escatologia cristã; por outro, ambas as narrativas exigem um jogo de encobrimento e desvendamento, hermetismo e revelação. Entre repetição e diferença, procura-se ler conjuntamenteos dois textos: fonte e comentário, doutrina religiosa ortodoxa e deriva livre surrealista? Esta abordagem mostra ainda como a descrição do fim do mundo em Cesariny permite uma tomada de posição política, num elogio das personagens marginalizadas.Palavras-chave: Mário Cesariny, Titânia, Apocalipse, fim do mundo1Primeira ressonância: Titâniacomo um hipertexto apocalípticoEm 1953, Mário Cesariny escreve uma das mais insólitas narrativas do surrealismo português: Titânia. História hermética em três religiões e um só Deus verdadeiro com vistas a mais luz como Goethe queria. Este texto, que apenas viria a ser publicado em 1977 -e depois, numa versão aumentada, em 1993 -, inclui a descrição de um fim do mundo. Ao longo de várias páginas, assistimos a impressionantes catástrofes terrenas e celestes, ao colapso da civilização humana, ao surgimento do Diabo -e, não menos espantoso, de Rimbaud! -em plena cidade de Lisboa. Uma tal sequência de cataclismos, destruições e caos não pode deixar de evocar um arquitexto bíblico fundamental: o Apocalipse, livro escrito por um misterioso autor cristão chamado João, perseguido e exilado na ilha de Patmos -narrativa de um terrível fim dos tempos e do encontro dos justos com Deus na Jerusalém celeste, eternidade recuperada. |
| DOI: | 10.58221/mosp.v119i2.51871 |
| URI: | https://hdl.handle.net/10216/171136 |
| Document Type: | Artigo em Revista Científica Internacional |
| Rights: | openAccess |
| Appears in Collections: | FLUP - Artigo em Revista Científica Internacional |
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