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dc.creatorCarvalho, Tiago Mesquita
dc.date.accessioned2024-01-17T00:11:31Z-
dc.date.available2024-01-17T00:11:31Z-
dc.date.issued2023
dc.identifier.othersigarra:656464
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/10216/156667-
dc.descriptionFace à pluralidade de ameaças que pendem sobre a humanidade e a Terra, as narrativas pessoais e institucionais tendem a adquirir uma conotação salvífica ou lutuosa que faz depender o destino do planeta do (in)sucesso da mobilização de políticas públicas, dos meios apropriados ou do voluntarismo esclarecido de um qualquer líder mundial. A retórica da ciência e do poder surgem como a única bússola que pode orientar a navegação: a acumulação de mais ciência é a etapa que antecede a sua tradução em poder, isto é, num fazer que afectará benevolamente a praxis. Estas narrativas são porém a continuação da profissão de fé de vários pressupostos modernos. Sob o auspício de uma crescente gestão planetária, é esquecido haver uma classe de problemas que pode bem não admitir resolução. Através da consideração da impotência surpreendemos uma superação conceptual da equação entre conhecimento e poder e uma nobilitação da acção nos seus limites próprios.
dc.description.abstractGiven the range of threats that nowadays have a bearing over mankind and the Earth, too many times personal and institutional narratives are crossed with a salvaging or a mourning meaning that places the Earth's fate in either the successful mobilization of public policies, more appropriate means or the enlightened awareness of a world leader. The rhetoric of power thus appears as the only guiding principle for faring in an unknown ground: one acquires more knowledge before translating it into power, that is, into a making that will benevolently affect praxis. Such narratives are nevertheless nothing more than a continuation of modern prejudices. Under the spell of an encroaching global management, one forgets how there is a class of problems for which a straightforward solution might not be available. By considering powerlessness, one goes beyond the equation between knowledge and power while granting action its proper limits.
dc.language.isopor
dc.rightsopenAccess
dc.titleA esperança e a expectativa: da impotência no Antropoceno
dc.typeArtigo em Revista Científica Nacional
dc.contributor.uportoFaculdade de Letras
dc.identifier.doi10.14195/2182-844X_9_9
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