Please use this identifier to cite or link to this item: https://hdl.handle.net/10216/155900
Author(s): Maria Alexandra Correia de Castro
Title: The Hidden Geometry of the Architecture of Herzog & de Meuron, Digital Tools and Design Practice
Issue Date: 2023-10-25
Abstract: The present dissertation investigates the work of Herzog & de Meuron (HdM) from a perspective that, as the title suggests, is concerned with the relationship between geometry, architecture and design tools. The aim is to determine how the Basel architects have dealt with geometry over the years, and how they consider it in both their design theory and practice, to ultimately infer what changed in their architecture from the moment they introduced digital technologies into their work process. It is known and widely documented that, in the last thirty years, design software and numerical fabrication machines have recast the role of geometry in architecture, opening it up to conspicuous possibilities. This happened at a technical and methodological level, with the processes for representing and generating architectural shapes being fully overturned. What used to rely on a two-dimensional approach and on the drafting possibilities of descriptive geometry has shifted into a more comprehensive and dynamic method, with digital modelling lying at the core of the creative process and promoting a direct link from design to manufacturing. Moreover, this has also been reflected in conceptual and formal terms. The computer has allowed architects to apply new mathematical knowledge in architecture and enabled a new level of experimentation with complex geometric shapes, as free forms, which have entered the lexicon of many contemporary architects. Indeed, authors who often reflect on the argument recognise that, besides the more procedural aspects, avant-garde digital architecture has manifested a new materiality and a specific aesthetic expression. HdM are not protagonists in the history of the digital in architecture. Over the years, they did not contribute to the rise of the "new architectural styles", instead setting themselves apart from contemporary digital experimentalism and following their own path, ingrained in the fundamentals they settled on in the early years of their career. Nevertheless, as we argue, geometry has always played a crucial role in the work of these Swiss architects in terms of methodological processes and compositional strategies, and also in their specific idea about architecture. In the same way, technological means, of which digital design and fabrication methods are a part, have always been present in their work, standing out as a critical factor for their highly research-oriented practice. This dissertation delves into the work of HdM, approaching it from two complementary perspectives. The first asserts itself as a macrohistory of the Basel office. The recognition and characterisation of five moments marking their architectural practice offers a critical narrative of what happened in HdM's work-from 1978 to recent times (2020)-focused on the importance of geometry and digital tools in their architecture. The second part addresses one of these specific moments and involves the accurate, in-depth study of a single project. The extension to the Tate Modern in London, from a period in which digital design and manufacturing techniques were fully consolidated in the office's practice, is analysed in deep detail. And it is precisely in the apparent paradox that this project represents that the thesis we intend to argue is reinforced. How can a classic building-with an archaic character and built with a traditional material such as brick-demonstrate that geometry is relevant in the practice of the Basel architects and that digital design methods and tools play an essential part, expanding how geometry is explored in their work process without breaking the continuity of their architectural research?
Description: A presente dissertação investiga a obra de Herzog & de Meuron (HdM) a partir de uma perspectiva que, como o título sugere, incide na relação entre geometria, arquitectura e ferramentas de projecto. O objectivo é reconhecer como os arquitetos de Basileia trabalharam ao longo dos anos com a geometria e a consideram na sua teoria e prática de projecto, para, no final, identificar o que mudou na sua arquitectura a partir do momento em que introduziram as tecnologias digitais no seu processo de trabalho. É conhecido e amplamente documentado como, nos últimos trinta anos, os softwares de desenho e a fabricação digital reformularam o papel da geometria na arquitectura, abrindo-a a possibilidades notáveis. Isto aconteceu do ponto de vista técnico e metodológico, com os processos de representação e geração de formas arquitetónicas a serem totalmente invertidos. O que anteriormente assentava numa abordagem bidimensional e estava dependente das possibilidades de desenho da geometria descritiva mudou para uma abordagem mais abrangente e dinâmica, com a modelação digital no centro do processo criativo e a promover uma ligação direta do projecto para a fabricação. Para além disto, este fenómeno refletiu-se também em termos conceptuais e formais. O computador permitiu aos arquitectos aplicar novos conhecimentos matemáticos na arquitectura, do mesmo modo que possibilitou um novo nível de experimentação com formas geométricas complexas, como as formas livres, que passaram a fazer parte do léxico de muitos arquitetos contemporâneos. De facto, os autores que frequentemente reflectem sobre o tema reconhecem que, para além dos aspectos mais processuais, a arquitectura digital de vanguarda revela uma nova materialidade e uma expressão estética específica. HdM não são protagonistas na história do digital na arquitectura. Ao longo dos anos, não contribuíram para o surgimento dos "novos estilos arquitectónicos", distanciando-se do experimentalismo digital contemporâneo e seguindo um caminho próprio enraizado nos princípios que consolidaram nos primeiros anos da sua carreira. No entanto, como defendemos, a geometria sempre desempenhou um papel crucial na obra destes arquitectos suíços, tanto na relação com os processos metodológicos e estratégias de compositivas, como também no seu entendimento específico da arquitectura. Do mesmo modo, os meios tecnológicos, dos quais os métodos digitais de desenho e fabricação são apenas uma parte, sempre estiveram presentes no seu trabalho, destacando-se como elemento crítico de uma prática arquitectónica altamente voltada para a pesquisa. Esta dissertação analisa, assim, o trabalho de HdM a partir de duas abordagens complementares. A primeira afirma-se como uma espécie de macro-história do escritório de Basileia. O reconhecimento de cinco momentos cruciais oferece uma narrativa crítica do que aconteceu na prática de projecto de HdM-de 1978 até recentemente-a partir da importância da geometria e das ferramentas digitais na sua arquitetura. A segunda foca-se num dos momentos do escritório e envolve o estudo preciso e aprofundado de um único projecto. A extensão da Tate Modern em Londres, que resultou de um processo de projecto onde as ferramentas digitais se revelaram cruciais para concretizar a ideia arquitectónica e resolver as complexas questões geométricas que marcam a singularidade da expressão arquitectónica do edifício, é analisada em detalhe. E é precisamente no suposto paradoxo que este projecto coloca que a tese que pretendemos demonstrar se reforça. Como pode um edifício clássico-de carácter arcaico e construído com um material tradicional como o tijolo-ser considerado caso de estudo para demonstrar que a geometria é realmente relevante na prática dos arquitectos de Basileia e que os métodos e ferramentas digitais, actualmente incontornáveis, ampliaram o modo como essa é explorada no seu processo de trabalho, sem quebrar a continuidade de sua pesquisa arquitectónica?
Subject: Artes
Arts
Scientific areas: Humanidades::Artes
Humanities::Arts
DOI: 10.34626/5wf4-1272
TID identifier: 101488998
URI: https://hdl.handle.net/10216/155900
Document Type: Tese
Rights: openAccess
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