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https://hdl.handle.net/10216/151453| Author(s): | Guerra, Paula |
| Title: | Réquiem para Dois Rios: contributos para uma discussão acerca do ativismo ambiental indígena e ecofeminista no Sul Global |
| Issue Date: | 2023 |
| Abstract: | The environmental crisis has been one of the main concerns of contemporary societies. In this interstice, we have emphasized (eco)feminist action in relation to activism, arguing that both perspectives materialize in specific logics of agency and resistance. In this article, we start from a tripartite theoretical-conceptual approach around indigenous (re)existence, ecofeminism and environmental activism. Therefore, and using an illustrative case, we present the discourses, representations and experiences of Hamangaí Pataxó, an indigenous ecofeminist and environmental activist, as well as analyse the role of organizations such as Engajamundo; an organization of which Hamangaí is a volunteer and activist. Thus, this article is rooted in an exploratory heuristic of uncovering indigenous environmental activism associated with ecofeminism -from a trajectory, a history and a context- in the Global South, namely in Brazil. Thus, we will present a set of claims arising from the existence of an ecofeminist sensibility on the part of a community of indigenous women in the Global South that places at the center of its claims a centrality of body-territory, traditional knowledge, and sensitive practices, assuming the indigenous female body as a reservoir of know-how that has been neglected and whose neglect is at the origin of climatic bottlenecks. |
| Description: | A crise ambiental tem sido uma das principais preocupações das sociedades contemporâneas. Nesse interstício, colocámos a tónica na ação (eco)feminista em relação ao ativismo, defendo que ambas as perspetivas se materializam em lógicas específicas de agência e de resistência. Neste artigo, partimos de uma abordagem teórico-concetual tripartida em torno da (re)existência indígena, do ecofeminismo e do ativismo ambiental. Nessora, e socorrendo-nos de um caso ilustrativo, apresentámos os discursos, as representações e as vivências de Hamangaí Pataxó, uma indígena ecofeminista e ativista ambiental, bem como analisámos o papel de organizações como a Engajamundo; organização da qual Hamangaí faz parte enquanto voluntária e ativista. Logo, este artigo radica numa heurística exploratória de desvendamento do ativismo ambiental indígena associado ao ecofeminismo -partindo de um trajeto, de uma história e de um contexto- no Sul Global, nomeadamente no Brasil. Assim, daremos conta de um conjunto reivindicações decorrentes da existência de uma sensibilidade ecofeminista por parte de uma comunidade de mulheres indígenas no Sul Global que coloca no centro das suas reivindicações uma centralidade corpo-território, conhecimentos tradicionais e práticas sensíveis, assumindo o corpo feminino indígena como um reservatório de saberes-fazer que têm vindo a ser descurados e cujo desapreço está na origem dos estrangulamentos climáticos. |
| URI: | https://hdl.handle.net/10216/151453 |
| Document Type: | Artigo em Revista Científica Internacional |
| Rights: | openAccess |
| Appears in Collections: | FLUP - Artigo em Revista Científica Internacional |
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