Please use this identifier to cite or link to this item: https://hdl.handle.net/10216/151373
Author(s): Daniela Fernanda Borges Leal
Title: Parentalidade prospetiva e apoio social em pessoas pertencentes a minorias sexuais e pessoas heterossexuais: uma abordagem individual, familiar intergeracional e diádica
Issue Date: 2023-07-27
Description: A parentalidade é uma das transições mais importantes do ciclo de vida. Com o objetivo de desafiar o viés heteronormativo que ainda caracteriza as investigações psicológicas sobre processos familiares, foram realizados cinco estudos. O Estudo 1 (N = 530), de caráter preliminar, investigou as diferenças na perceção de solidariedade familiar intergeracional numa amostra de pessoas adultas sem filhos/as com diferentes orientações sexuais. O Estudo 2, uma revisão sistemática da literatura utilizando a metodologia PRISMA, incluiu 22 artigos empíricos revistos por pares relativos ao apoio social (N = 2,081). Ambos os estudos mostraram que as pessoas de minorias sexuais estão em desvantagem em relação a diversas formas de apoio social. O Estudo 3, com metodologia mista (N = 547), procurou validar a Escala de Relação Coparental Prospetiva (ERCP) para pessoas de diferentes orientações sexuais. Foram observadas diferentes estruturas fatorais, com implicações para a concetualização das relações diádicas na transição para a parentalidade. O Estudo 4, com metodologia quantitativa, incluiu pessoas cisgénero sem filhos/as (N = 1,032) e procurou compreender o poder preditivo do género e outras variáveis sociodemográficas, bem como do apoio social, da antecipação do estigma, da solidariedade intergeracional e da relação coparental prospetiva, no que concerne a três dimensões da parentalidade prospetiva (desejos, intenções e expetativas) de pessoas pertencentes a minorias sexuais e pessoas heterossexuais. Aqui, o género assumiu um papel preditor apenas no primeiro grupo, com mulheres com identidades sexualmente minoritárias a apresentarem níveis mais elevados de expetativa de concretização dos planos parentais. Embora a solidariedade familiar intergeracional não se tenha mostrado preditora da parentalidade prospetiva, o papel de apoio da família de origem na coparentalidade prospetiva revelou-se preditor das expetativas parentais, junto de pessoas de pessoas de minorias sexuais que estavam numa relação. Na amostra de pessoas heterossexuais, destacou-se o papel preditivo da idade mais jovem, da menor antecipação do estigma, de se estar uma relação romântica de compromisso, de se esperar mais apoio social, e de se antecipar a relação coparental como mais próxima e com menos conflito com as famílias de origem na parentalidade prospetiva. Por último, o Estudo 5 (N = 22), recorreu à metodologia qualitativa dos Family Mapping Exercises (FMEs). Onze casais de pessoas pertencentes a minorias sexuais reportaram experiências de discriminação ao longo do ciclo de vida, corroborando a importância de diversos tipos de apoio social, incluindo o familiar. Globalmente, verificou-se que as pessoas pertencentes a minorias sexuais se encontram numa posição de desigualdade social quando perspetivam a parentalidade.
Subject: Psicologia
Psychology
Scientific areas: Ciências sociais::Psicologia
Social sciences::Psychology
DOI: 10.34626/ccq5-jk56
TID identifier: 101619685
URI: https://hdl.handle.net/10216/151373
Document Type: Tese
Rights: restrictedAccess
Appears in Collections:FPCEUP - Tese

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