Please use this identifier to cite or link to this item: https://hdl.handle.net/10216/151370
Author(s): Ariana Micaela Pinto Lopes
Title: A vivência psicossocial da adolescência com escoliose
Issue Date: 2023-07-26
Description: A escoliose constitui-se como um fator stressor que coloca um conjunto de desafios no plano físico e psicossocial à vivência da adolescência, ainda pouco estudados em Portugal. A presente investigação pretende aceder ao modo como vivem, sentem e pensam estes adolescentes e avaliar os principais efeitos psicossociais impactados nesta população, utilizando metodologias qualitativas e quantitativas. Teve como objectivos principais: i) compreender a vivência subjetiva da adolescência com escoliose e o nível de emocionalidade (estudo 1); ii) identificar experiências traumáticas relacionadas com a doença e compreender as suas especificidades relativamente a outras doenças crónicas, bem como o impacto do uso do colete (estudo 2); iii) avaliar a qualidade de vida, autoconceito, ansiedade e depressão nestes adolescentes (estudo 3); iv) explorar perfis individuais de (des)adaptação (estudo 4). Os participantes foram 69 adolescentes com escoliose (12 a 17 anos), dos quais 35 usavam colete. Os adolescentes forneceram dados pessoais e clínicos, preencheram questionários de autorrelato para avaliar a qualidade de vida, autoconceito, ansiedade e depressão, realizaram a tarefa de escrita expressiva de Pennebaker para aferir as experiências traumáticas e uma entrevista semiestruturada para aceder aos significados individuais sobre a doença. Os resultados sugerem que, de um modo geral, a escoliose coloca um desafio acrescido à vivência da adolescência, mas não corresponde necessariamente a mal-estar clinicamente significativo para todos os sujeitos. Destacam-se, em particular, as repercussões ao nível físico, no autoconceito no domínio da aparência física e da aceitação social, sentimentos de tristeza e ansiedade. O uso do colete é um importante stressor adicional, por comprometer o domínio físico, acentuar as dificuldades na aparência física, interferir significativamente na esfera social e refletir-se significativamente em sentimentos de inferioridade e ansiedade. Uma análise centrada no sujeito revelou quatro perfis representando níveis de adaptabilidade distintos: um pequeno grupo de adolescentes bem-adaptado, os dois maiores grupos com níveis intermédios e um pequeno grupo com pior adaptação, caraterizado por níveis mais elevados de ansiedade e depressão e níveis inferiores de qualidade de vida e autoperceção. Estas implicações devem ser consideradas para a prática clínica e em investigações futuras.
Subject: Psicologia
Psychology
Scientific areas: Ciências sociais::Psicologia
Social sciences::Psychology
DOI: 10.34626/anm4-6703
TID identifier: 101384360
URI: https://hdl.handle.net/10216/151370
Document Type: Tese
Rights: restrictedAccess
Appears in Collections:FPCEUP - Tese

Files in This Item:
File Description SizeFormat 
635378.pdf
  Restricted Access
A vivência psicossocial da adolescência com escoliose2.38 MBAdobe PDFView/Open


Items in DSpace are protected by copyright, with all rights reserved, unless otherwise indicated.