Please use this identifier to cite or link to this item: https://hdl.handle.net/10216/151127
Author(s): Magda Andrea da Silva Oliveira
Title: Psiconeuroimunologia e cancro da mama: o impacto das variáveis psicossociais na função imunológica e curso da doença
Issue Date: 2023-07-18
Description: O cancro da mama é a forma de cancro mais frequente nas mulheres. Ser diagnosticado com cancro da mama pode ser muito stressante e ameaçador, trazendo para a vida das doentes múltiplos desafios e exigências. Durante as últimas décadas, a investigação revelou que os fatores psicológicos desempenham um papel crucial na função imune, maioritariamente através das vias inflamatórias, mitigando ou exacerbando o risco de aparecimento ou desenvolvimento do cancro. O objetivo desta investigação foi estudar a interação entre os marcadores psicológicos e inflamatórios pré e pós quimioterapia. Método: Foi recrutada uma amostra de 106 mulheres recém diagnosticadas com cancro da mama em estadio inicial. As participantes foram avaliadas pré-quimioterapia (Tempo 1), e pós-quimioterapia (Tempo 2), com um conjunto de medidas psicossociais (e.g. PSS; PANAS; MLS; SRGS-SF; Brief Cope; FACIT), juntamente com vários biomarcadores pro- (IL-2, IL-6, IL-17A, IFNγ, TNF-α), e anti-inflamatórios (IL-4 e IL-10). Resultados: Os resultados do Tempo 1 revelaram uma associação significativa entre as citocinas proinflamatórias, e os afetos positivos, sentido de vida, reformulação positiva, religião, humor, e bem-estar espiritual. Não foram observadas correlações significativas entre o stress e afetos negativos com a inflamação. No Tempo 2, os resultados indicaram uma correlação significativa entre o stress e a atividade anti-inflamatória, e entre o coping de aceitação e a atividade pró-inflamatória. Salientaram-se as correlações dos coping de suporte emocional, instrumental, e ventilação emocional, com marcadores pro e anti- inflamatórios. Aa comparação entre os momentos de avaliação destacou a diminuição dos índices de bem-estar, e o aumento do crescimento pessoal, afetos positivos, e religião. Conclusão: Os resultados corroboram a investigação prévia acerca da interação entre os fatores psicológicos e imunitários, e sublinham papel protetor de um funcionamento psicológico positivo sob a inflamação. A quimioterapia, como esperado, conduziu à diminuição da qualidade de vida e da atividade inflamatória. Alguns processos psicológicos que ocorreram durante este período levaram a um maior crescimento pessoal. Importa incidir no estudo da relação mente-corpo, no impacto das variáveis positivas sobre a saúde física, e no papel das intervenções psicológicas individualizadas.
Subject: Psicologia
Psychology
Scientific areas: Ciências sociais::Psicologia
Social sciences::Psychology
DOI: 10.34626/5tnj-t038
TID identifier: 101261519
URI: https://hdl.handle.net/10216/151127
Document Type: Tese
Rights: restrictedAccess
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