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https://hdl.handle.net/10216/150032| Author(s): | Carlos André Moreira da Silva Vergueiro |
| Title: | Atmosfera: a essência do espaço arquitectónico |
| Issue Date: | 2011-12-02 |
| Abstract: | To say that we live in an architectural world governed by a culture of images may be a cliché; however, it seems to be impossible not to discuss this issue. Architecture reaches us through an endless number of visual textbooks, websites, journals, magazines and monographs that are limited to debit images, and we, as mere spectators don't pass by them indifferently, our attention is aroused even though this seduction is limited to vision. Contemporary architecture should not be confined to a line of images, but to an environment, an atmosphere that is created by the spatial elements and requires contact with the main agent of architectural space: the human being. Nowadays, we are seduced by an image when we should be seduced by the space itself, largely because of a contemporary tendency to be mediated by images, renders and eccentricity of shapes. The architect, while sensitive and educated to deal with shapes, spaces and people, needs to balance this visual propensity, in order to produce spaces with character, with an essence that moves the audience through its corporeal side, by the entirety of its architecural body. Architecture, in its genesis, is the stage for the conduct of humans' actions and day-to-day experiences. However, how can the process of architecture be approached? What is the approach that can be done to the architectural space when it seeks an atmosphere? This study aims to seek what is beyond the human senses in order to find which "touch" people as far as architecture is concerned. It attempts to discover how you can get to an architectural environment so we may be impressed by architectural spaces, so that it might have the ability to "touch" us within. To do so, the study argues the stroll and the enjoyment of the space, the meeting between the user and space. However, behind a space that encourages discovery through the body, lies a phenomenological approach to the architectural space that seeks, secondarily, to contaminate the relationship between body and space - the fourth dimension of architecture. It is in the interest of this work to look for the premisses that make the architectural space something that transcends its user, touching him, so that keeps the memory of that space inside him. Architecture should go further than a game of planes and volumes, and seek a purpose, an identity... an atmosphere. |
| Description: | Dizer que habitamos num mundo arquitetónico que se rege por uma cultura de imagens será talvez um cliché; no entanto, parece ser impossível não debater esta questão. A arquitetura chega até nós através de um sem número de compêndios visuais, em sites, revistas e monografias que se limitam a debitar imagens, e nós, enquanto meros espectadores, ao passarmos por elas não ficamos indiferentes, pois somos seduzidos, não obstante essa mesma sedução se limite à visão. A arquitetura contemporânea não se deverá cingir por uma linha de imagens, mas por um ambiente, uma atmosfera que é criada pelos elementos espaciais e que exigem o contacto com o principal agente do espaço arquitetónico: o homem. Somos seduzidos por uma imagem, quando deveríamos ser seduzidos pelo espaço em si, muito por causa de uma tendência contemporânea de sermos mediados por imagens, renders e excentricidade de formas. O arquiteto, enquanto ser sensível e com formação para lidar com formas, espaços e pessoas, deve procurar equilibrar esta propensão visual, de forma a serem produzidos espaços com carácter, com uma essência que sensibilize o seu público pela sua vertente corpórea, pela totalidade do seu corpo. A arquitetura, na sua génese, é o palco para o desenrolar das ações e vivências humanas. Contudo, como se deve abordar o processo de arquitetura? Qual a aproximação que se poderá fazer ao espaço quando se visa uma atmosfera? O presente trabalho propõe-se a procurar o que está para além dos sentidos, visando encontrar o que sensibiliza o homem na arquitetura. Intenta-se a descoberta de como se pode chegar a uma atmosfera arquitetónica, para que possamos ser marcados pelo espaço arquitetónico, para que este tenha a capacidade de nos "tocar" interiormente. Para tal defende-se o fruir e o deambular pelo espaço, o encontro corpo-a-corpo entre o utilizador e o espaço. No entanto, por detrás de um espaço que incita a descoberta através do corpo, está uma abordagem fenomenológica ao espaço arquitetónico que procura contaminar secundariamente a relação entre corpo e espaço, a quarta dimensão da arquitetura. É do interesse deste trabalho tentar procurar as premissas que tornem o espaço arquitetónico em algo que transcenda o seu utilizador, tocando-o de forma a que guarde a memória desse mesmo espaço no seu interior. A arquitetura deverá ir mais além do que um jogo de planos e volumes e procurar um propósito, uma identidade... uma atmosfera. |
| Subject: | Artes Arts |
| Scientific areas: | Humanidades::Artes Humanities::Arts |
| DOI: | 10.34626/h0qg-2w29 |
| URI: | https://hdl.handle.net/10216/150032 |
| Document Type: | Dissertação |
| Rights: | openAccess |
| Appears in Collections: | FAUP - Dissertação |
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