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https://hdl.handle.net/10216/149406| Author(s): | Nisa Donata Teixeira Alves |
| Title: | Princípios de (uma) arquitectura |
| Issue Date: | 2010-12-13 |
| Abstract: | By principles of architecture we mean the essential permanent factors that represent some architectural thought, and which are always present as guiding line in its practiced architecture. "Principles of [an] architecture" would mean those of a new positioning on architecture, through the approach of a specific one - the one practiced by Carlo Scarpa. The critical analysis find three pretexts of research in his work: the articles which are related to material issues (of matter and doing: the construction materials, formal motives and mechanisms). It produces spacial meanings, second and third pretexts. From the articles directly related to the spacial issues (devices of spacial definition and natural elements), meanings are assumed over the relation between man and architecture: by one side, we find the intimist configuration as dweling space; on the other side, the space experience through walking it. Gottried Semper, Adolf Loos and Kenneth Frampton justifies the matter and doing issues, confronting themes as covering, ornament, enclosure ant tectonics in Carlo Scarpa's architectural work. Recognizing its spacial meanings, Gastón Bachelard and Adolf Loos propone an intimate space to 'Villa Ottolenghi' and 'Tomba Brion'; Le Corbusier the "promenade" as a way of experiencing space, in which we use 'Negozio Olivetti' as a course-guide. As a poetic entity, architecture means a significative relation between thinking and doing; between conceiving and building. Architecture appears among connected facts in a "woof" that unifies its parts in a final purpose: through its own tools, architecture's poetry breathes some narration that intends to excite emotion. And, said Le Corbusier, when you get to emotion, you feel beauty. From this analysis it passes off the importance of materials, construction and ornament as crucial factor of the expressive form; Nature is a constant reality in the architectural conception, it is also an expressive element of form and composition, and has a strong simbolic weight to the individual. Architecture develops around the individual, who is the protagonist subject of space. Beauty, simultaneously present in all other principles, it represents a bigger principle, a unifyer one. |
| Description: | Entende-se por princípios de arquitectura os factores constantes cruciais de um pensar arquitectural, presentes em toda e qualquer concepção e construção arquitectónica que lhes corresponda: são os agentes condutores, indispensáveis, a essa produção arquitectónica. Os "princípios de [uma] arquitectura" indicam aqueles que se ambiciona colocar como um novo posicionamento sobre arquitectura, a partir de uma arquitectura específica - do arquitecto Carlo Scarpa. A análise crítica da sua obra encontra três pretextos de pesquisa: os artigos relativos às questões materiais (da matéria e do fazer: os materiais e sistemas de construção, os motivos formais e os mecanismos) que produzem significados no espaço, o segundo e terceiro pretextos. Da análise dos artigos directamente correspondentes às questões do espaço (os dispositivos de definição espacial e os elementos naturais), assumem-se significados que se debruçam sobre as relações entre sujeito e arquitectura: por um lado, o espaço do habitar do qual se retira a configuração intimista e; por outro, a experiência do espaço por meio do percurso. Da experiência do espaço, os efeitos provocados sobre o sujeito: da poesia à beleza. Gottfried Semper, Adolf Loos e Kenneth Frampton vêm justificar as questões da matéria e do fazer, confrontando os temas do revestimento, ornamento, invólucro e tectónica na obra de Scarpa. Reconhecendo os seus significados no espaço, Gastón Bachelard e Adolf Loos impulsionam a proposição de um espaço íntimo na 'Villa Ottolenghi' e na 'Tomba Brion'; Le Corbusier, a "promenade", o percurso, enquanto experiência do espaço, no qual se evidencia o 'Negozio Olivetti' como percurso-guia. Enquanto entidade poética, a arquitectura estabelece uma relação significativa entre o pensar e o fazer; entre o conceber e o construir. A arquitectura exibe-se segundo factos articulados numa "trama" que unifica as partes numa finalidade: através das suas próprias ferramentas, a poesia da arquitectura respira uma narrativa que pretende emocionar. E, segundo Le Corbusier, quando se emociona sente-se a beleza. Da obra scarpiana decorre a relevância dos materiais, da construção e do ornamento enquanto elementos fundamentais da forma expressiva. A Natureza é realidade constante da concepção arquitectónica, é elemento expressivo e de forte carga simbólica, pelos efeitos que é capaz de produzir não só a nível formal e compositivo, mas também a nível psicológico no sujeito. A arquitectura desenvolve-se em torno ao indivíduo que é, então, sujeito protagonista do espaço. A beleza, presente simultâneamente em todos os outros princípios, representa um princípio maior, unificador. |
| Subject: | Artes Arts |
| Scientific areas: | Humanidades::Artes Humanities::Arts |
| DOI: | 10.34626/xabe-4265 |
| URI: | https://hdl.handle.net/10216/149406 |
| Document Type: | Dissertação |
| Rights: | openAccess |
| Appears in Collections: | FAUP - Dissertação |
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