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https://hdl.handle.net/10216/149240| Author(s): | Marta do Vale Martins de Sousa |
| Title: | Eduardo Souto Moura. As casas de Braga |
| Issue Date: | 2009-12-22 |
| Abstract: | In these days we often see a systematic disregard of the accumulated knowledge, regarding to the suitability of architectural forms and construction materials for private or domestic life that is developed in these spaces. The culture of the image highlights the architectural inanimate object, photographed with perfection. Running away from that sense, my fields of study are the issues of home and living. The houses that are, after all, made by their inhabitants. Who are these people and how they make the appropriation of spaces is what we look for, to try to understand the development of concepts such as privacy, intimacy and domesticity. This is the fundamental question that I seek to exploit, believing that in the future I will be able to adapt it to my life and to a more sensitive and informed professional practice. From the beginning, I searched for an object of study that was a part of my own reality. Hence the naturally arise of my interest in the work of Eduardo Souto de Moura, not only from my personal admiration, but also because he is the author of two houses built in Braga, my city. The intention was not to make a theoretical study of his work, but to know the domestic dimension present in these two houses in particular. Why, merely, and only, these two houses? Because they are the only single family houses designed by the author in Braga, to the date, and also because they represent two distinct phases of the architect's creative journey. We seek to understand the development of the production process, reception and living on these two houses, namely, the crossing between the creative exercises of the architect with the wishes of the client and the moment where the physical works stop and the emotional construction, ownership and living starts for its residents. The work is structured in three parts. Initially, after a brief framework of contemporary architecture about the context in which the author is on, the knowledge of the issues on which he worked or is working, we seek to clarify how we should build and develop the client-architect relationship, the essential basis of any architecture project, so we can gather the inhabitant, the architect and the architecture in the same place. Then concepts are developed about the house as a space to inhabit. Specially exploring the word "living". In a third part, the two case studies are presented and discussed, with the aim of discovering in what extent the architectural image is the result of the representation of the house and living concept of the architect. Yet its important to observe the appropriation of space made by the inhabitants of the houses and compare the development of this process in the two works. |
| Description: | Nos dias que correm assiste-se frequentemente ao desprezo sistemático dos conhecimentos acumulados, quanto à adequação das formas arquitectónicas e dos materiais construtivos à vivência particular ou doméstica que é desenvolvida nesses espaços. A cultura da imagem privilegia o objecto arquitectónico inanimado, fotografado na perfeição. Fugindo a esse sentido, o meu campo de estudo são as questões da casa e do habitar doméstico. As casas que são, afinal, compostas por pessoas que habitam o seu interior. Quem são estas pessoas e como fazem elas a apropriação dos espaços, é o que procuramos observar para conseguirmos compreender o desenvolvimento de conceitos como a privacidade, intimidade e domesticidade. Esta questão fundamental que procuro explorar, acredito que possa futuramente adaptá-la à minha vida e a uma prática profissional esclarecida e mais sensível. Desde o início, procurei que o objecto de estudo fizesse parte da minha própria realidade. Daí o interesse pelo trabalho de Eduardo Souto de Moura surgir com naturalidade, não só pela admiração pessoal, mas também pelo facto de ser o autor de duas casas construídas em Braga, a minha cidade. A intenção não foi fazer um estudo teórico da sua obra, mas sim conhecer melhor a dimensão doméstica presente nestas duas casas em particular. Porquê, apenas, e só estas duas casas? Porque são as únicas habitações unifamiliares projectadas pelo autor na cidade de Braga, até à data. Também porque representam duas obras de fases distintas do seu percurso criativo. Procuramos perceber como se desenvolveu o processo de produção, recepção e vida destas duas casas, ou seja, o cruzamento entre o exercício criativo do arquitecto com os desejos dos clientes, o momento em que as obras fisicamente terminam e começa a sua construção emocional, e a apropriação e utilização dos espaços pelos seus moradores. O trabalho encontra-se estruturado em três partes. Num momento inicial, após um breve enquadramento da arquitectura contemporânea, a propósito do contexto em que se insere o autor, o conhecimento dos temas em que o mesmo trabalhou ou está a trabalhar, procuramos esclarecer como se deve construir e desenvolver a relação cliente-arquitecto, a base essencial de qualquer projecto de arquitectura, de forma a conseguirmos reunir no mesmo lugar o habitante, o arquitecto e a arquitectura. Seguidamente são desenvolvidos conceitos sobre a casa como espaço de habitar. Sobretudo explora-se o termo "habitar". Apresentam-se e são analisados, na terceira parte, os dois casos de estudo, com o objectivo de descobrir em que medida a imagem arquitectónica é o resultado da representação do conceito de casa e habitar do arquitecto. Interessa ainda observar como se efectuou a apropriação dos espaços das casas pelos seus habitantes e comparar o desenvolvimento deste processo nas duas obras. |
| Subject: | Artes Arts |
| Scientific areas: | Humanidades::Artes Humanities::Arts |
| DOI: | 10.34626/8pwt-hp08 |
| URI: | https://hdl.handle.net/10216/149240 |
| Document Type: | Dissertação |
| Rights: | openAccess |
| Appears in Collections: | FAUP - Dissertação |
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