Please use this identifier to cite or link to this item: https://hdl.handle.net/10216/149234
Author(s): Luís Filipe Neves Silva Ferreira
Title: O Golfo de água doce. Urbanismo nos Emirados Árabes Unidos
Issue Date: 2009-12-23
Abstract: Both architectural and urban practices in some Arab countries have been revealing an exponential growing way and also a degree of wonder that no one can disregard. Among all nations in the Arab League, a country emerge from its great achievements, especially in those fields - the United Arab Emirates. With an oil sustained economy and ruled by a neutrality stance facing all conflicts that happen in its neighborhood, this 7 emirates federation reclaims its independence in 1971 and soon takes the economic growing path, supported by its natural resources wealth (oil and natural gas) and total openness to the rest of the world. In a timescale of three decades, its territory sees itself dominated by the desire to show the world its wealth and potential, its cities build themselves at a frenetic pace, moved by the ambition of its governors in placing the Emirates on the global scene. The adoption of the modern language in their cities was believed since its ruling origins as a requirement for its worldwide recognition and so for the external investment catching. Dubai, the most mediatic city, also known as a superlative city, becomes an oasis for the catching of that kind of investment, tax free and providing a familiar lifestyle to the occidental expatriate/tourist, tolerating his vices. Abu-Dhabi, the oil soaked capital, has a more contained development at a first stage, only recently joining Dubai in the mega development and commercial openness phase. Today, the social and ecologic echoes of an exponential urban growth pace based on the adoption of architectural and urban languages alienated from the social and climatic country's reality are being felt. Non criticized urban strategies and Guinness Book mega developments captivated world attention, but were also them (and their subjacent strategy) that contributed for the social segregation atmosphere that dominates the entire country's territory. Both in the labor or touristic field, the United Arab Emirates economy and development was since its origins supported by the expatriate population sector. Nowadays, the expatriates constitute somewhat 80% of total country's population. The greater part comes in search for some wealth, staying always for a certain period of time. Likewise, the Emirates acquire a virtual demography condition - expatriate population will leave without looking behind at first sign of trouble. The climatic context was also neglected, the generic modernism that rules great parts of these cities forces an unmeasured waste of resources - the excessive energetic spend on cooling spaces and the extreme water consumption that some structures require are components that place the Emirates on the top of the list of countries with the biggest ecological footprint, which leads to some alerts and reprehensions by the international community. Recently, there's a positive sign on engaging all those issues by the government, shown by planning approaching that includes the city's whole and their different social layers, by probably more efficient economic diversification strategies and by serious incursions in the use of renewable energies.
Description: A arquitectura e o urbanismo praticado em alguns países árabes têm revelado um sentido exponencial de crescimento e um grau de espectacularidade a que ninguém pode ficar alheio. Entre todos as nações da Liga Árabe, existe um país em especial badalado pelos seus feitos, especialmente nestes campos - os Emirados Árabes Unidos. Com uma economia sustentada em grande parte pelos seus recursos petrolíferos e exercendo uma política de neutralidade face a todos os conflitos que povoam a sua vizinhança, esta federação constituída por sete emirados adquire a sua independência em 1971 e cedo toma o caminho do crescimento económico, potenciado pela sua riqueza em recursos naturais (petróleo e gás natural) e total abertura comercial com o resto do mundo. Num intervalo de três décadas, o seu território vê-se dominado pela ânsia de dar a conhecer ao mundo a riqueza e potencial de um país, as suas cidades constroem-se a um ritmo frenético movidas pela ambição dos seus governantes na colocação dos Emirados Árabes no capítulo global. A adopção de linguagem moderna nas suas cidades foi acreditada desde os primórdios da sua governação como um pré-requisito para o seu reconhecimento a nível mundial e também para a captação de investimento externo. Dubai, a cidade mais mediática, também conhecida como a cidade dos superlativos, torna-se num oásis para a captação desse investimento, livre de impostos e propiciando um estilo de vida familiar ao imigrante/turista ocidental, tolerando os seus vícios. Abu-Dhabi, a capital, afundada em recursos petrolíferos, tem um desenvolvimento mais contido numa primeira fase, juntando-se recentemente ao Dubai na megalomania projectual e abertura comercial. Fazem-se hoje sentir as repercussões a nível social e ecológico de um ritmo de crescimento urbano exponencial baseado na adopção de linguagens arquitectónicas e urbanísticas alienadas do que é a realidade social e climática do país. Estratégias urbanas isentas de criticismo e mega-projectos com entrada garantida no livro do Guiness captaram a atenção do mundo, mas foram também os mesmos (e a estratégia política subjacente a eles) que contribuíram para o clima de segregação social que domina o território dos Emirados Árabes. Seja no campo turístico ou no campo laboral, a economia e desenvolvimento dos Emirados Árabes foi desde sempre alimentada pela sua população imigrante. Hoje em dia, os imigrantes constituem cerca de 80% dos habitantes do país. A grande maioria vem em busca da fortuna sempre por um determinado período de tempo. Os Emirados Árabes adquirem assim um estatuto de país com uma demografia virtual - a população imigrante voltará à sua origem sem olhar para trás ao mínimo sinal de crise. O contexto climático também foi descurado: o modernismo genérico que domina grande parte das cidades do país obriga a um gasto desmesurado de recursos - o excessivo dispêndio energético na refrigeração dos espaços e o extremo consumo de água que diversas estruturas requerem são factores que colocam os Emirados Árabes no topo da lista dos países com a maior pegada ecológica, sendo alvo de diversos alertas por parte da comunidade internacional. Recentemente, há um sinal positivo no tratamento de todos estes assuntos pelo governo, reflectido por abordagens ao planeamento que contemplam a generalidade das suas cidades e das suas diversas camadas sociais, de estratégias porventura mais eficientes de diversificação da sua economia e de incursões sérias na utilização das energias renováveis.
Subject: Artes
Arts
Scientific areas: Humanidades::Artes
Humanities::Arts
DOI: 10.34626/v81h-mp86
URI: https://hdl.handle.net/10216/149234
Document Type: Dissertação
Rights: openAccess
Appears in Collections:FAUP - Dissertação

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