Please use this identifier to cite or link to this item: https://hdl.handle.net/10216/149175
Author(s): Ana Paula Andrade do Fundo
Title: Carlos Scarpa. Desenho e Desígnio
Issue Date: 2009-12-02
Abstract: The design process is based on a constant interplay of feeling and reason. The feelings, preferences, longings, and desires that emerge and demand to be given a form must be controlled by powers of reasoning.1 The character of Carlo Scarpa must be understood in the context that he arises. Scarpa was born in Venice and he graduated from the Academy of Fine Arts, during the transition, in Italy, from the Classicism to the Modern Movement. The practice of drawing, acquired in the Academy, will allow Scarpa to develop his architectural projects. Scarpa creates, constructs, experiments end see through the drawing. The project drawings and sketches made by Carlo Scarpa aren't mere drawings of representation. They are "intention", they express a meaning, a project. Scarpa draws to build. Also the most superficial analysis his drawings reveals since the beginning an obsession for the materials, the construction, the light effects and textures, the three-dimensional assembly of the objects.2 The architecture of Carlo Scarpa is made of subtle gestures and variations, in a craft, slow, meticulous, rigorous, and emotional work. His architecture reveals one unusual sensibility, one careful design of the details, spatial relationships, tension and balance which sense is searched always having the drawing as an instrument. Scarpa draws every detail, looking for the image and meaning that he intents to transmit. He never adopts the conventional solutions. The drawing associated to a humanist spirit allows Carlo Scarpa to make his projects become much more than simple buildings. With his art Scarpa reinvents and gives a new shine to the character of Antonio Canova; he gives back to the city of Verona his symbolic building, also as a part of his story; he represents the dream, life and death in the concrete grey volumes of the Brion Tomb. Actually, the artistic statute of the architect begins to vanish. Scarpa's project method is far away from the contemporary's project techniques. With the new project aids, that announce the progressive forgetfulness of the drawing as an architect's instrument, we gain something, we lose a lot.
Description: O processo de projectar baseia-se numa cooperação contínua entre o sentimento e o intelecto. As emoções, preferências, ânsias e cobiças que surgem e tomam forma devem ser examinadas com um raciocínio crítico. 1 A figura de Carlo Scarpa deve entender-se no contexto em que surge. Veneziano, frequenta a Academia de Belas Artes aquando da transição, em Itália, do Classicismo para o Movimento Moderno. É a prática do desenho, adquirida na Academia, que vai permitir a Scarpa desenvolver as suas obras de arquitectura. É através do desenho que Scarpa cria, constrói, experimenta e vê. Os desenhos e esquissos de projecto de Carlo Scarpa não são meros desenhos de representação. São desígnio, exprimem uma intenção, um projecto. Scarpa desenhava para construir. Até a análise mais superficial dos seus desenhos revela desde o início uma obsessão pelos materiais, a construção, os efeitos de luz e de texturas, a montagem tridimensional dos objectos.2 A arquitectura de Carlo Scarpa faz-se de subtis gestos e variações, num trabalho artesanal, lento, meticuloso, rigoroso e emotivo. É uma arquitectura que mostra uma sensibilidade invulgar, um cuidadoso desenho de detalhes, relações espaciais, tensão e equilíbrio cujo sentido é procurado sempre tendo como instrumento o desenho. Scarpa desenha cada pormenor tendo em vista a imagem e o significado que pretende transmitir, não optando pelas soluções convencionais. O desenho aliado a um espírito extremamente humanista permite a Carlo Scarpa fazer dos seus projectos muito mais do que simples edifícios. Com a sua arte Scarpa reinventa e dá um novo brilho à personagem de António Canova, restitui à cidade de Verona o seu edifício símbolo, assim como parte da sua história, representa o sonho, a vida, a morte nos volumes cinzentos em betão da Tomba Brion. Actualmente, o estatuto artístico do arquitecto começa a desvanecer. O método de projecto de Scarpa está muito distante das técnicas de projectação contemporâneas. Com os novos meios auxiliares do projecto que ditam o progressivo esquecimento do desenho como instrumento do arquitecto, algo se ganha, muito se perde.
Subject: Artes
Arts
Scientific areas: Humanidades::Artes
Humanities::Arts
DOI: 10.34626/ttwp-7t88
URI: https://hdl.handle.net/10216/149175
Document Type: Dissertação
Rights: openAccess
Appears in Collections:FAUP - Dissertação

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