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dc.contributor.otherEiras, Pedro
dc.date.accessioned2023-04-05T23:12:04Z-
dc.date.available2023-04-05T23:12:04Z-
dc.date.issued2023
dc.identifier.isbn978-989-53476-6-7
dc.identifier.othersigarra:617735
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/10216/148717-
dc.descriptionEste volume reúne três textos que pensam, em claves diferentes, uma salvação política do mundo. Ana Isabel Santos relê A Cidade de Palagüin (1949), de Carlos Eurico da Costa, alegoria surrealista da Lisboa sufocada pelo Estado Novo, denúncia de um clima de terror generalizado, libertação do imaginário, regresso à infância por uma liberdade recuperada, na senda das propostas de Rimbaud e Breton; Bruna Carolina Carvalho repete uma pergunta de Pasolini - como pode o poeta salvar o mundo? - para interrogar a luta de classes no cinema de Glauber Rocha, nomeadamente em Terra em Transe (1967), e compreender a responsabilidade política da criação poética, um combate terreno, menos interessado em salvar o mundo presente do que em criar um mundo novo; e Inês Seabra Carvalho, interrogando a pertinência do conceito de «salvação» e seus pressupostos, mostra como a poesia de Manuel Gusmão se define por uma injunção à alegria, ou seja, a um acto político de luta, resistência, invenção do mundo, aceitação do devir e procura de um sentido, que está ausente, mas que «não podemos desistir de procurar».
dc.language.isopor
dc.rightsopenAccess
dc.titleMateriais para a salvação do mundo 6
dc.typeLivro
dc.contributor.uportoFaculdade de Letras
dc.identifier.doi10.21747/978-989-53476-6-7/lib33
Appears in Collections:FLUP - Livro

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